ESTE POST DEVIA TER UM SELO 18+… mas como você já tem isso, é só continuar lendo.
Semana passada vi na B&R Games o novo Mortal Kombat. Devia ter uns bons anos que eu não jogava o bom e velho MK em suas diversas versões existentes. O trabalho feito pela NetherRealm é fabuloso.
Tela intro do jogo na XMB, Scorpion é disparado o melhor personagem da demo
A série que data 1992 (19 anos) teve seu ápice, pra mim como jogador, em UMK3 do SNES. O Ultimate realmente foi “Ultimate”, depois disso a série entrou no 3D e a vida no PlayStation desandou. Depois do MK4 (PS1) eu simplesmente deixei de acompanhar a série, especialmente com os spinoffs de jogos em estilo fase com personagens da série.
BUG_ME… a demo está cheia dessa frase… sem mencionar o fato de estar em español!
De lá pra cá, tem uma década que não jogo Mortal Kombat. Ou melhor, não jogava, até semana passada. Quem for olhar esse jogo (se por acaso não o viu ainda) e jogou alguma das versões pré-3D, onde os gráficos fotorealísticos eram um feito incrível (os sprites dos personagens eram fotos digitais), certamente irá se agradar. O 3D agora tem volume e a qualidade das texturas está impressionante.
Scorpion matador, J. Cage que veio de Los Santos (GTA San Andreas), a esposa do Baraka e o picolé…
Embora curta de personagens, a demo é bem completa. Os Fatalites estão interessantes, achei o do Scorpion o melhor deles. Na versão completa há dois personagens que serão DLC (RÁ! pagos…?) e, no PS3, há o exclusivo Deus da Guerra… Kratos (que teve vídeo de gameplay divulgado semana passada, apelão como sempre). Kratos, aliás, pode não ser o melhor do jogo, mas certamente é de fato o mais apelão, até com os famosos minigames inclusos.
Raio-X: possívelmente a adição mais bacana de todos os tempos no Mortal Kombat!
A barra inferior permite golpes especiais com mais poderes e, quando totalmente cheia, ao pressionar o L2+R2 ela libera o X-Ray… um especial devastador (que gasta as 3 barrinhas que formam ela) que exibe ossos sendo quebrados e órgãos sendo destruídos. Depois dos litros de sangue, dos agarrões que partiam ossos e dos próprios fatalites, é sem dúvida o item mais bacana in-game.
Ahh váá que tu não gostou… olha o tamanho do dano na barra do J. Cage…
Mas isso é eye candy, efeito visual, o que interessa é a luta em si, e nesse ponto é que o novo Mortal Kombat se destacada, se eleva, passando todas as versões (que joguei) lançadas até hoje.
Cenários ricos de detalhes, 3D, mais do que sangue, agora há ferimentos (apenas visual)…
Os cenários se aproveitam da capacidade das máquinas modernas. Os personagens em jogo agora tem movimentos rápidos, mas acertados, você sente o “peso” dele no movimento, o que dispensa a barra de corrida que existia antigamente. Essa simplificação tornou o jogo ágil, mas dentro dos limites.

Olha a perna esfolada… o peito aberto… o picolé tá apanhando tipo bicho nessa luta…
Sem tanta apelatividade, golpes como o teleport do Scorpion ficaram lentos, do mesmo modo que o “get over here” (a corrente), mas magias como a do Sub-zero permanecem rápidas. A movimentação é bem fluída (contanto que não use o analógico, mas sim as veeeelhas setas digitais, como “nas antigas”). Os saltos continuam altos, mas não atravessam a tela. O gancho e a rasteira continuam ali. O jogo resgatou até mesmo os desafios que existiam no primeiro MK, o que é maravilhoso. Em uma era de minigames, MK foi pioneiro nesse assunto. Se vale a pena comprar este jogo? Vale… agora é esperar o modo online, o modo de luta em time (alternando 2 personagens), o online mesmo, os chefões apelões, de um jogo que sempre começa fácil e termina duríssimo de passar.