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26 de janeiro de 2014

GT6 – um mês (comigo)

Gran Turismo 6 - PLATINAEsta semana completou um mês com o Gran Turismo 6, no dia 23.12.2013 ele desembarcou por aqui (não graças a Sony, vale lembrar, que mesmo hoje ainda nem me devolveu o dinheiro) e também faz 3 semanas que o jogo foi platinado por aqui. Tanta coisa aconteceu naqueles dias entre o lançamento e eu ter em mãos, eu até perdi as esperanças de jogar ele antes do final do ano, mas pra minha felicidade desde então venho acumulando informações sobre o jogo, em especial nos dias do fim do ano, que teve o ápice na platina ao lado em 01.01.2014, às 00:10 – foram somente 8 dias após colocar as mãos nele, mas poderia ser ainda menos, apenas 2 dias para o feito (jogando sem parar). Nessa semana de jogo, corridos foram pouco mais de 40 horas, mas resultaram na incrível quantia de 334GB de dados de captura – quase 200 arquivos apenas da placa, fora as outras fontes que nem contabilizei certo ainda. Total, bruto, seguramente passei dos 350GB de dados em uma semana. Isso dá volume a dedicação que tem alimentado o Canal Youtube canal do Youtube neste mês. E olhe que eu estou apenas raspando a superfície da quantidade de dados coletada, colocando no ar devagar em razão do pouco tempo disponível.

Desde a compra da AVerMedia GameCapture HD, creio que nunca ficou tanto tempo ligada. Destaque também ao HD interno dela, que também nunca ficou tão cheio (35% dos 1TB apenas de GT6).

Informações coletadas de GT6

Foi nesse curto espaço de tempo que fiz o que me custou 1030 dias no GT5 (com direito até a troféu tartaruga por uns dias no mypst). Parte pela experiência com a série, parte porque fui muito mais objetivo com essa platina do que normalmente sou nos jogos, não contando que ela seria tão mais acessível que a do antecessor. Sem o Desafio X e sem o Padrão Dourado, apenas confirmei o que disse algumas vezes por aí, que GT seria uma platina certa sem aqueles desafios. Outros troféus demorados de GT5, como a coleção de 1000 carros na garagem (que tenho únicos, demorando ainda mais) foi reduzida a somente 100, apenas 10%. Sem o B-Spec o tempo de carreira também diminuiu pela metade (cortando nisso o também demorado lv40 B-Spec e o ainda mais demorado “Ar da Experiência” que pedia 450+ provas com um único piloto B-Spec).

pitstop
Muitas das animações do GT5 sumiram no 6, especialmente as do GT Auto

Sem o sistema de níveis no A-Spec, trocado pelas estrelas, se tornou mais rápido fechar. Aliás, estrelas que só se precisa de pouco mais da metade para o troféu mais longo de progresso da carreira, longe de ter de até mesmo completar o jogo para platinar, diferente de GT5 que pedia o término das provas de longa duração. E assim foi feita a platina. E mais que isso, no mypst o GT6 já tem somente a metade dos PDM que o antecessor, o que significa que hoje, nem dois meses após lançado, o 6 já é efetivamente 2x mais fácil que o 5 de ser platinado.

Platinas GT5 e GT6
Visual comparativo no site, minha platina mais rápida e a mais demorada, respectivamente

Fora da platina, tem a questão dos desafios, com tempos também muito mais flexíveis que os do 5 para obter o ouro. O que notei no novo Gran Turismo é que a precisão necessária para a prata no 5 resulta em ouro no 6. O jogo agora tolera um ou outro deslize menor e ainda assim lhe recompensa com ouro. A facilidade, porém, custou os prêmios que eram dados quando obtidos bronze e prata, restando apenas o prêmio por fechar tudo com ouro no caso das licenças e apenas 2 prêmios para cada um dos 6 campeonatos relacionados com o nível das carteiras – exceto o primeiro, que rendeu um carro.

R4-RobsonB-hall

E sem querer coloquei as duas platinas lado a lado na prateleira virtual de conquistas. Diria que faz total sentido a do Gran Turismo 5 ser dourada e a do 6 ser não de platina, mas prateada, quando se considera a dificuldade de cada um. E olhando grosseiramente, a Polyphony estava com muita pressa ao fazer esses detalhes, porque recauchutou os mesmos ícones de troféus e platina, mudando apenas a cor do mesmo. Dentro do jogo se vê muito disso também, essa parte visual foi um tanto reutilizada. E o áudio. E 1070 carros. E pistas. É, muita coisa foi reaproveitada… a maior parte desse bolo ainda do GT4, como prova algumas curiosidades das pistas que foram flagradas e permanecem intactas.

E qual é melhor?

É uma pergunta dura, porque existem diferentes critérios a observar. Em termos de imersão, senso de resposta do carro – e forcefeedback ligado continuamente no volante –, diria que o 6 é um passo a frente, ou seja, não tanto, mas um pouco superior sim. Mesmo assim, por outro lado, a nova engine não conseguiu me cativar e despertar meu amor pelo jogo. E do ponto de vista de simulador eu me senti um pouco decepcionado com a forma como forçaram com ênfase que a nova engine gráfica é melhor. Não é. Pode ser mais bonita em alguns aspectos, mas não dá pra dizer que de todo melhor.

Gallardo backfire GT5
Gallardo no GT5 ficou igual no 6

Diz-se que GT6 tem todo o sombreamento feito via software, com um novo e excitante item que eu dispenso: blur. E desfoque é um veneno. O jogo parece mais devagar? Adicione blur. A sombra é serrilhada? Coloque blur nela. A movimentação do cenário a média distância é ríspida? Coloque blur. Borrar é a solução para tudo ficar liso, parece. E então tem o contra ponto de que em termos de jogo, visualmente ótimo, em termos de simulador, visualmente péssimo. Comecei o primeiro dia jogando na versão 1.0 e o que vi foi desagradável, havia desfoque nas zebras, por exemplo, usando a visão externa. Era perceptível. Felizmente, pra 1.03 (onde fui direto, devido a demora em pegar o jogo) esse artifício foi cortado drasticamente. Mesmo assim, a sombra que antes era “quadrada” no 5, delineada com uma faca, no 6 foi borrada, especialmente em velocidade.

Skyline GT-R R33 no Gran Turismo 5
Reflexos do GT5 me pareceram superiores aos do 6

O resultado desse borrão exagerado nas sombras é que a definição se perdeu. No cockpit, a sombra da coluna simplesmente é um borrão escuro, muitas vezes indefinido. Externamente, o detalhe de um aerofólio, por exemplo, sumiu dependendo da velocidade e se estiver esterçando… Por fim, onde o efeito mais perde que ganha, na sombra das folhas das árvores no painel do carro já não há mais aquela retícula do sol atravessando. Em muito, o que se vê é um ou outro ponto maior e no restante onde havia uma centena de pontos de luz vazando agora é uma imensidão escurecida. Nesse sentido, GT6 perdeu definição e qualidade sobre o 5.

Scion FRS
Note ao fundo que no GT5, mesmo distante, se percebe a passagem da luz entre as folhas

A primeira coisa que percebi ao jogar GT6 de forma crítica, especialmente na metade final, é que por alguma razão coisas que eu lia no painel do carro no 5, no mesmo carro no 6 era impossível. Maior exemplo a Gallardo, rodei muito com ela, o indicador de marchas no painel é nítido no 5, com a borrada no 6 tu tem que deduzir o que está escrito. Tu sabe que ali está um “3″ dentro do quadrado vermelho, mas já não lê esse 3 mais.

Ferrari BB512
Atenção aos reflexos e a nitidez do carro…

Outro ponto é que guiando mais seriamente, com vontade, você começa a adotar pontos de referência pra manobrar nos circuitos, foi quando reparei mais e mais… O ponto alto foi na prova de resistência que fiz com o X2011 na Route X – pra fazer quilometragem rápido –, com a altíssima velocidade do carro e uma pista de reta quase infinita foi possível reparar detalhes menos óbvios… o fato da pista ter marcação a cada 100m colaborou também, percebi que a distância média de visibilidade de itens do cenário é de 200m. O que estiver além dos 200m não é exibido com sua totalidade de pontos, mas sim em um modelo de baixa qualidade.

350z numa pista de Course Maker
Sombra de partes do carro, como o aerofólio ou asa do parachoque, se perderam no GT6

Em uma corrida com vários X2011 era engraçado ao estar na parte noturna, ver que quando o primeiro carro a frente cruzava essa linha imaginária e estava a menos de 200m, então seus faróis se acendiam. E se tivesse 3 carros na frente, apenas o mais próximo ligava suas luzes, para depois quando quase passando este o seguinte ligar.

Special Stage Route 5
Efeito de passagem de luz na coluna do carro ficou tão suavizado que perdeu nitidez

Uns defeitos que vem do 5 e não foram arrumados na dita nova engine é que a iluminação dos faróis não reflete no carro da frente, assim um carro fica “escuro” mesmo estando a 3 metros na frente de você, que deveria estar sendo iluminado pelos seus faróis. A refração da luz é bem pobre, porque tu ilumina o carro da frete, mas a luz atravessa ele e na parede depois do carro da frente não fica o “recorte” de onde estaria o carro sendo iluminado pelos seus faróis. Por fim, notei que os espelhos não processam efeitos de luz e fumaça, o que torna inconsistente a direção de cockpit, já que olhar os espelhos não mostrar a fumaça dos pneus do seu carro. E por espelhos, a lataria dos carros ainda não refletem os oponentes próximos, mesmo o seu carro não o faz… são detalhes que mudam toda a perspectiva de imersão.

Special-Stage-Route-7_5
Faróis não iluminam carros na sua frente

Ponto positivo, porém, é para o aviso de pilotos nos lados, em ponto cego. Embora essa feature tenha demorado muito para aparecer na série. Pra dar ideia, recentemente joguei Grid 2 e vi o quão atrás GT está nesse sentido. É incrível ouvir o assistente de prova lhe dizer quanto tempo de vantagem você ou o oponente a frente tem e setas indicando a posição exata do carro que está próximo. Se por um lado há o aviso de colisão lateral, em muito falta um aviso de carros que estão logo atrás armando o bote.

Formula 1
Adeus Formula 1… e provas de resistência

Revista oficial PlayStation

A edição 186 da revista oficial PlayStation traz com grande destaque um breve detonado do GT6, com direito a poster com todos os carros novos na série.

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Acima momento especial, a revista, o próprio GT6 e meu controle Azul GT que o platinou

Já tinha muito tempo que eu não comprava uma revista de games, tenho que admitir que essa edição valeu os R$10,90, pela qualidade de conteúdo. Ainda não li toda ela, apenas a matéria do GT mesmo, mas gostei da forma intimista que o Dougão tratou da série no texto introdutório sobre o novo Gran Turismo. A história dele com a série remonta em grande parte a minha própria, então me identifiquei quase que totalmente com a forma como ele discutiu a relação pessoal com a série.

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Matéria de revista, limpa, imagens boas e texto bem redigido, fazem valer o investimento

A ficha técnica no topo resumiu tudo que eu mesmo constatei… e a leitura dos erros e acertos da série nessas duas últimas edições é legítima de quem realmente jogou a série.

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Assim como na primeira edição da Retrogamer, a PlayStation também explanou sobre a forma de fazer as curvas.

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30 horas é um tempo apertado, mas possível para a platina de Gran Turismo 6

Se eu concluí com folga em apenas 42h de jogo, curtindo e explorando, o tempo de jogo pra platina foi ainda menor para eles, somente 30 horas. Eu diria que este é o tempo mínimo para a conclusão de GT6, correndo sem erros e já sabendo cada passo dentro do jogo para pipocar a platina na tela.

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Ops!

Por fim, alguns erros menores, num gráfico os valores não coincidiam com a distribuição e, acima, o Plymounth XNR tem a imagem do novo Viper. Mas é interessante que a lista de favoritos deles em muito é uma lista sólida de carros que todos que jogam GT6 deveriam levar pra pista pelo menos uma vez.

E a Sony?

Sony em 24.01.2014

Raras vezes me vi tremendamente desapontado com algo. Os que me conhecem sabem que sou mesmo uma pessoa tranquila e pra me tirar do sério é necessário uma dose de decepção bastante grande. Bom, eu estou desapontado com a Sony Brasil.

Não a toa, quando antes comprei o PlayStation 3 foi jogar o GT5 (mesmo ele tendo atrasado 1 ano a partir do momento que comprei meu console, de 2009 pra final de 2010), mas agora seria diferente, vim empolgado para o 6, preparado para estar jogando no dia 1 de seu lançamento, ou bem perto disso. Era pra ser pioneiro mesmo. Eu estava no clima para fazer postagens loucamente, destrinchando o jogo, eu tinha o equipamento certo, eu tinha o fim de ano, só me faltava o jogo. A história, porém, retrata que levei o maior banho de água fria, aliás, fria não, de água gelada da história, ocorrendo dois atrasos na entrega (era pra sair dia 5.12.2013, inicialmente, mas já não importa, e depois o transporte tinha 5 dias pra entregar, justificando os caríssimos R$ 38,03, que foi remarcado pela quarta vez, como se vê acima), por fim cancelei meu pedido no meio dia de 19.12.2013 e eles levariam, então, 20 dias para devolver meu dinheiro. Isso foi o que me foi informado.

Hoje recebi um aviso de nota fiscal, fui ver como ficou e surpresa! O cancelamento caminhou mais uma semana (Sony ganhando tempo mais uma vez?!), certamente pra enrolar a devolução do meu dinheiro. A retirada pelo transportador andou mais um pouco (tá chegando no Natal a saída do pedido). Mas o que eu realmente não entendi qual é a da Sony Brasil é que cancelei a merda da compra, que tipo de “problema na entrega” poderia existir numa compra que foi cancelada?! Fica o aviso público aqui, NÃO COMPREM NA SONY STYLE. Do contrário, isso poderá estar acontecendo com você! E o pior, nem pra devolver o seu dinheiro a empresa se presta, atitude que é criminosa. Se fosse eu fazendo isso, meu nome estaria sujo na praça, eu seria um caloteiro, um mau caráter… pois bem, sem dois pesos, a Sony não tem o nome no SPC, mas estou detonando tanto quanto posso o nome pra alertar possíveis novas vítimas de seu golpe de não entregar e nem devolver o dinheiro… a Sony, amigos, é caloteira. É uma empresa mau caráter, porque vende, não cumpre os objetivos determinados e não devolve seu $$$.

Pior que isso, o atendimento no 0800 deles é horrível, os atendentes devem ser instruídos a serem debochados, a não darem informações e a tornarem a ligação longa e falha para forçar o cliente a desistir da chamada, só isso explica minha última ligação (1 hora de telefone, 5 atendentes, 1 só que me deu alguma posição que, no fim das contas, era “não posso fazer nada”).

Por fim, fiou o aviso no Reclame Aqui, que até agora não refletiu nenhuma ação da Sony diante do acúmulo de queixas.

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Muito do que não vira postagem aqui (especialmente conteúdo de terceiros), está sendo publicado continuamente na página do Facebook, então, se não curtiu ainda, curta e siga por lá! E a página recebe novas postagens quase que diariamente, durante a semana mais de uma vez por dia até, sempre conteúdo relacionado com a série ou carros, então CURTA! Mais que isso, comente. É muito mais legal com mais pessoas interagindo.

O canal do YouTube

Todas as licenças, está tudo no canal do Youtube!
Sim, todas as licenças de GT6 estão no canal… e tem mais vindo por aí

Essa é a maior novidade de 2014: Tenho um canal do YouTube. Tá, ele já existia e  servia de base para os vídeos aqui do blog, mas agora começará a receber conteúdo exclusivo. Curtiu o blog no Facebook, então se inscreva também no Youtube, é um incentivo a mais para fazer todo esse trabalho. E haverá muito conteúdo adicional pela frente que já está em produção, com destaque a uma ideia adormecida a muito tempo, o videocast. Cada episódio será sobre minha jogatina, com destaque ao GT, é claro.

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9 de dezembro de 2013

A espera por GT6 – expectativas

Os últimos dias foram intensos a quem ama Gran Turismo. Desde agosto estamos todos nós, fãs da série, no clima do novo GT, porque o Academy 2013 já estava usando a engine do Gran Turismo 6 e levantou interesses sobre o que havia de novo e o que esperar do próximo GT no PS3. Bom, deixei para correr um bocado, voltar ao GT5 várias vezes para comparar e tentar converter tudo isso em informação para vocês de uma maneira mais profunda e objetiva. Demorei tanto que GT6 está aí, batendo na porta, sem atrasos, porque eu queria ter feito uma postagem melhor, como a postagem anterior que se dirigia ao sistema de menu que parecia definitivo ao Gran Turismo 6, já que no GT Academy ele está parcialmente funcional. E, de fato, se manteve.

RobsonB com o GT6 em mãos
Montagem que fiz em caráter de brincadeira sobre o GT6 assim que anunciado oficialmente

Esta postagem é de antes de eu colocar as mãos no meu Gran Turismo®6, então, basicamente são meus anseios e ideias sobre o que vem por aí. Já tem várias pessoas com o seu exemplar em mãos antes da sexta – 06.12.2013 –, dia do lançamento oficial. Fiz a pré-compra no site da Sony em outubro ainda, mas diferente do previsto, aparentemente o meu GT6 não foi embarcado para mim na quinta, 05.12, o que já significa que vai atrasar a entrega e não foi neste primeiro fim de semana que eu estive jogando ele, infelizmente.

O que deve ser realmente novo

O melhor é começar com o que empolgará a quem se interessar pelo GT6 em relação ao 5. O grosso do trabalho da Polyphony ficou por conta do novo modelo de aerodinâmica, suspensão e pneus. Isso soa como se fosse pouco dentro do jogo, já que muita coisa (bem dizer, quase tudo) vem igual ao GT5, mas muda tudo em termos de simulação. O Academy 2013 transparece mais segurança ao guiar, os pneus cantam sensivelmente menos que no GT5 e há mais balanço no carro, não tanto quanto parece ao jogar ele, mas você sente que o carro ginga mais.

No meu vídeo acima, após assistir algumas vezes, percebi bem onde exatamente está a diferença, acontece que no GT5 o carro não se inclina tanto lateralmente (como os ponteiros de um relógio) quanto no GT6 (Academy 2013). No 5 você balança dentro do carro quase que apenas para frente e para trás, mesmo em curvas, enquanto que no Academy ele dá uma maior sensação de estar dentro do carro, se inclinando em curvas de forma mais natural – em alguns casos de forma exagerada. A primeira curva, olhando para o console do carro, dá pra ver bem essa diferença. O que acontece é que no 5 a câmera é fixada no carro, enquanto que no 6 ela está em seu próprio “suporte”. É um detalhe que muda a perspectiva de imersão quando jogando, mas que passa um pouco batido ao assistir em vídeos separados. Não chega a ser uma helmet cam do Need for Speed, mas melhora muito a percepção de estar dentro do carro e não de ser o carro. Esse detalhe, por si, já vale toda a mudança.

Gran Turismo 5 - Spa-Francorchamps

O que notei também no Academy é que no volante o ForceFeedBack (FFB) do G27 mudou dramaticamente a pressão e a tensão de resposta. Há menos estalos soltos que no GT5, o que significa que há tensão quase que permanente no FFB e que ela varia do muito pesado (como se setado no 7 do GT5) até o muito leve (setagem 2 de força) e, o melhor, isso flui de maneira mais suave, tornando a condução mais prazerosa e sem tantos solavancos (e estalos) de direção solta, mesmo passando sobre as zebras. Mais que isso, essa tensão transmite mais segurança a direção, pois dá uma sensação de estar permanentemente ligado ao carro e não somente nas curvas.

Gran Turismo 6 - Grand Valley

Das três coisas novas citadas – aerodinâmica, suspensão e pneus –, embora sejam naturalmente entrelaçadas, se percebe que suspensão+pneus foi onde a Polyphony parece ter dedicado mais o seu tempo de pesquisa e análise para converter em dados dentro do jogo. Além de mais molejo nas curvas, a transferência de peso parece ter mais sentido do que no GT5, especialmente durante frenagens (algo que o Academy já exibe logo na primeira volta em Silverstone).

Lotus Carlton

Se há algo que me incomoda no 5 é o frear durante as curvas, pois a suspensão parece nunca segurar a transferência de peso e o carro tende a abrir quase sempre as curvas em configuração padrão. Como resultado disso, me foquei em deixar mais poder de freio nas rodas dianteiras e a frear quase que apenas em retas. Nas provas de 24 horas em Le Mans até citei isso em um momento:

No Academy se percebe que a altura e a maciez da suspensão inferem no quando o peso do carro está sobre as rodas dianteiras e em qual delas, antes de perder a tração em alguma e o indicador dos pneus ficar vermelho (que significa destracionado), há um indicador um pouco alaranjado que exibe a pressão e por ali, guiando certinho, e você tem uma exata noção do quanto o pneu está no limite e pode aliviar o freio para manter o traçado. Isso funciona nas saídas de curvas com o acelerador. É algo dos pneus em conjunto com a suspensão, claro, mas é o quanto ela inclina que dá a sensação de peso sobre o pneu e isso é o ponto alto do novo jogo. O modelo de pneus tem maior aderência e o que mudou nele seria a curva limite disso, no GT5 o carro vai do tracionado, segurando o carro, ao destracionado muito rápido, sem escalas e uma vez com o indicador no vermelho tudo que se pode fazer é voltar o carro na posição reta para esfriar as rodas em vermelho e recuperar a aderência. No GT6 isso parece estar numa escala, então uma roda que está laranja, em seu limite de tração, e começar a ficar vermelha, se você dosar a transferência de peso e o acelerador/freio, você consegue retomar o controle dessa roda eliminando o destracionamento, recuperando o limite de aderência. Isso, em uma curva, faz toda a diferença. É algo que os melhores pilotos sobre-humanos da série fazem naturalmente, mas caras como eu precisam de informação visual adicional para avançar um pouco mais dentro desse limite tão pequeno.

Gran Turismo 6 - a lista de carros oficial

O fato dos pneus cantarem menos em qualquer curva que se faça, é algo que deixa o jogo bem menos irritante, admito. Honestamente, ouvir os pneus berrando em cada curva me lembra mais Top Gear que um simulador de direção. Na prática, como há mais aderência, se tornou um tanto mais difícil também fazer o carro levantar fumaça dos pneus no GT6 em relação ao 5. Aquele show de nuvem branca é muito menos exagerado no novo GT.

A terceira parte, o sistema de aerodinâmica, se une aos outros dois e me fez perceber que o carro não dá aquela escapada ao entrar em qualquer curva para só então retomar o traçado, agora ele infere primeiro na suspensão e, se o deslocamento de peso não for suave, aí sim, ocorre esse arrasto. É difícil explicar o quanto isso muda a percepção jogando um e outro, mas o fato é que um Honda NSX Concept a 150 por hora, por exemplo, entrar numa curva aberta é algo que ele deve fazer sem dificuldades, mas no GT5 ele iniciava a curva um pouco mais aberta para só então assumir o traçado desejado. O resultado era que ele abria um pouco a curva.

A diferença de traçado entre gt5 e gt6
O que acontece com a mudança de suspensão e pneus entre GT5 e GT6

Esse jogo do peso do carro na entrada da curva é um movimento relativamente natural, porém não numa entrada suave, agora, se o carro viesse a 250 por hora numa curva não tão aberta, daí sim ele abriria inicialmente a curva em razão do deslocamento de peso repentino e intenso, são respostas diferentes do carro ao entrar numa boa na curva. E é isso que se viu no Academy, essa diferença tira aquela falsa sensação de estar sempre andando com o carro em seu limite, independente da curva. Isso também foi um dos itens que reduziu o barulho de pneus fritando a cada curva, pois o carro só vai cantar pneus se estiver passando do limite de aderência. Combinados, visualmente não inferem tanta mudança no GT6 frente ao antecessor, mas em jogo a experiência ficou mais rica e interessante. A sensação de estar guiando o carro saltou como do GT4 pro GT5.

E por mais que o indicador laranja de limite de aderência pareça algo novo, a programação disso está inclusa no GT5 e pode ser habilitada com 4 círculos mostradores, mas a poluição visual torna impraticável correr com aquilo. Por que estou falando isso então? Bom, a tecnologia de programação estava ali, apenas não estava sendo usada, o que reforça que muito do que é novo e interessante não está tão novo assim…

BMW Z4 GT3

Então só isso não seria o bastante para ter um novo Gran Turismo ao invés da atualização spec 3.0, houve um esmero em polir ainda mais o jogo onde havia um grande ponto fraco. No GT5 1.0 as sombras eram assustadoramente serrilhadas. Com o passar das atualizações houve algum esforço para converter esse resultado feio em algo bonito, mas via hardware como era feito era impossível, então a Polyphony jogou fora o modelo de luz e sombra do GT5 e criou outro, baseado em software, mais maleável e que resolve o problema. Para fazer isso, todo o  motor gráfico do jogo foi refeito. Além dos efeitos de luz e sombra novos, agora no GT6 se livrou também do serrilhado que ficava entre o carro e a sombra/fumaça e ganhou filtros de profundidade e de foco, que geram desfoque gaussiano, mais suave, ao invés de desfoque em caixa, em que parece que o objeto foi multiplicado na tela para criar o desfoque. Esse desfoque mais natural pode ser reparado ao olhar os carros no fundo da imagem acima, em que o borrado do Audi e do R35 e tudo ao seu redor se desenvolvem de maneira suave, imperceptível quando se está com o foco onde querem que se olhe (a grade da BMW).


O início em Silverstone no GT Academy 2013

Sei que estes são termos um pouco mais técnicos de se ler, mas o resultado final são foco bem delimitado e desfoques suaves, sem soar falso como se percebe no GT4 e GT5. E porque desfoque é tão importante num simulador assim? Veja os vídeos comparativos entre os dois GTs e perceba que a profundidade do cenário, o ponto mais distante recebeu um tratamento de borrado, deixando as imagens mais suaves. Mesmo em closes o efeito funciona bem, na primeira tomada do GT Academy 2013, no vídeo logo acima quando se vê o 370z pela primeira vez em Silverstone, o que se percebe é que há uma discreta camada de desfoque na traseira do carro em relação a sua dianteira, que está mais próxima do observador. Este tratamento cosmético deixou o jogo mais bonito de forma geral, em estado de arte. E, discretamente, vai levar naturalmente a visão do jogador para onde se quer que ele olhe.

Alpine A110 - detalhe do fundo suavemente desfocado
Atenção ao foco, muito mais explorado nessa versão de Gran Turismo

Por ser processado via software, reflexos podem ter sido melhorados, mas ainda não pude ver isto. O processamento via software não é algo novo. Jogos multiplataforma geralmente trabalham assim, caso do GTA, que recebe camadas de sombra e luz muito superiores até a jogos exclusivos, justamente pela maleabilidade do processo. Entretanto, esse movimento torna tudo mais pesado pro processador, então não me assustaria se GT6 for quase um castigo pro PlayStation 3. É mais uma vez a Polyphony arrancando o último bit do aparelho.

O que pode decepcionar

Sou também um tanto crítico, embora apaixonado pela série desde o primeiro, mas o que vi em análise foi que o GT6 (se igual ao Academy 2013) está mais mesmo para GT5 spec 3.0 que pra um novo jogo. Apesar do trabalho colossal da Polyphony em refazer boa parte do jogo, esse avanço só justifica a visão da empresa em acelerar o processo de criação da série, com maior flexibilidade, então GT6 é apenas a porta para GT7 acima de qualquer coisa. O jogo me parece estar pronto em essência desde o fim de 2012, sendo afinado e, mais importante, sendo trabalhado para aumentar seu tamanho consideravelmente. Mas essa plataforma não foi feita pensando no produto final, assim, GT6 é apenas uma maneira de pagar a conta de desenvolvimento do próximo Gran Turismo no PlayStation 4. E se a equipe de desenvolvimento principal encerrou com mais de ano esse trabalho e se o modelo modular foi feito para facilitar o desenvolvimento das versões seguintes, Gran Turismo 7 deve dar as caras em um ano.

Mercedes SLS AMG Gran Turismo 5

Foco no GT6, não bastasse os carros serem, em sua ampla maioria, mantidos de modelos do GT5/GT4, as pistas do GT5 serem mantidas praticamente intactas (o que resultou até em um tempo de carregamento idêntico ao do GT5, como visto no vídeo comparativo), os problemas históricos com o G27 se apresentaram na mesma situação do GT5 2.15 no Academy 2013. Destaco com ênfase o caso da embreagem, por exemplo, que não engata a marcha se estiver com o pé levemente encostado no acelerador ou se soltando um pouco ela com o carro parado resultar num carro com rotação do motor zerada, como se tivesse retirado o pé todo dela e o carro apagado.

Abarth 1500 Biposto Bertone Concept

Pra piorar, saindo do conjunto aerodinâmica (quando rápido) + suspensão + pneus, todo o restante no que toca a física é exatamente a mesma de GT5. É a física do GT5, grosseiramente falando. É possível perceber que a Polyphony gastou tempo com coisas que tornam o jogo menos monótono, claro, como o B-Spec ganhar caráter secundário, mas que descaracterizam o conceito de simulador a partir do ponto que o jogo só funciona com o carro em movimento sempre. É complicado, por exemplo, tentar usar o simulador para treinar a condução de quem não dirige ainda quando não se pode parar totalmente o carro nunca.

1952 Abarth 1500 Biposto

O som é outro ponto que vai decepcionar bastante se não foi refeito, pois os modelos herdados mantiveram exatamente o mesmo arquivo de áudio no Academy. Isso foi constatado nos meus vídeos que mesclam os dois. Na transição se percebe que é exatamente o mesmo áudio e a amplitude é muito baixa para o padrão de hoje, deixando a desejar mesmo para ouvidos não tão apurados. Percebi mais esse detalhe quando vi a 599 GTB ao vivo e no jogo ela não tem a mesma qualidade sonora. De fato, nenhum dos carros tem. E falta grave também, aquela coisa visceral. E sobra barulho de engrenagens no que falta de som de motor. É como se a orquestra tivesse mais som dos metais que das cordas. Se for assim, GT6 realmente não será o ponto mais alto em termos de música, especialmente as cantadas por V8~V10~V12s… o que falta é isso:

O termo certo pro som, em definitivo, é que não é encorpado. E isso é triste.

Pior que o som ou a embreagem, somente o fato de que GT peca terrivelmente em um fator primário: embarcar tecnologias que não existem para facilitar a vida do jogador. É chocante quando se para para pensar e você percebe que matou o objetivo do jogo ao permitir assistências que não existem. Um exemplo, corri por tempos usando TCS (controle de traçã0) em 1 (mínimo, mas ativo) usando um dos carros que mais adoro, o Dodge Viper… acontece que o Viper saiu de linha em 2011 justamente por isso, por não ter TCS, visto que em 2012 pra frente todos os carros que saem da linha de produção nos Estados Unidos tem que ter TCS, algo como acontece com o Airbag e o ABS aqui no Brasil agora em 2014. A Dodge não quis embarcar a tecnologia em cima da víbora, mas no Gran Turismo você pode domar o V10 e os largos pneus traseiros com este sistema e usar até direção ativa… se permitir isso, então que pelo menos o sistema do jogo avisasse que a simulação está comprometida.

2006 Viper SRT10 Coupe
Dodge Viper não é o carro dócil que o jogo exibe

O mesmo vale em incluir ainda controle de tração e de estabilidade e colocar uma suspensão fictícia no RUF Yellowbird. Sério… você só tem ideia do que está guiando em stock com essas assistências desligadas, ao real do carro, e o resultado é assim:

É insano. É primitivo. É impossível fechar uma volta em Nur no GT5 com o ritmo frenético de bater o recorde de tempo. E fique feliz, porque o turbo dele tinha uma lag monstro que não está no jogo, outra falha grave. Em um carro como o Yellowbird, a turbina poderia encher na hora errada também dependendo de como você guiasse (reduzir a marcha, por exemplo, com ela ficando em uma rotação alta, resultaria num incremento de giro, o que faria o turbo ganhar potência ao invés de ajudar o carro a reduzir – me corrijam se estiver errado). Numa simulação mais real, teria mais isto a considerar… e então, aquele carro “fofinho” se torna um monstro. E não é porque ele deixou de ser fofo, mas porque ele sempre foi um monstro. A série está, no fim, destruindo alguns carros de época com tanta tralha eletrônica, que faz com que eles se comportem como um GT-R R35, a qual não tem possibilidade de defesa. Pior que isso, atenuam as qualidades de um sistema ATTESA ET-S PRO do Skyline, porque todos os carros se comportam de forma igual.

 Skyline GT-R R32
O R32 era um carro acima da média nos anos 1990… mas não se tem tanto esse prisma no GT

Falando de reduzidas, outro item que ficou pra trás, lado a lado com a embreagem. Reduzir a marcha não cria um efeito de freio motor, ao contrário, deixa o carro berrando o limite de rotação e com comportamento de estar desengatado, o que é perigoso e muito longe do real. Seria justo incluir um modo hardcore em que a caixa de marchas quebre com reduzidas bruscas, com giro muito alto… estamos falando de um jogo cujo slogan é “simulador de direção real”, então não seria dizer demais disso.

 Gran Turismo 5 - GT-R R35 em Nürburgring
Frear na curva não é fácil… e folhas voando não são exclusividade de Gran Turismo 6

Pra fechar a lista de coisas que devem minguar a versão 6 e que deve se tornar pressão para o 7 é a questão do efeito visual quanto aos danos que o carro sobre e ao sistema de personalização. Os amassados enxutos sem perda total em acidentes graves derrubam GT no quesito simulador. Afinal, não é natural bater a lateral do carro e nem arranhar a pintura e, após uma batida forte, o parachoque ficar apenas levemente caído de um lado. As portas são outro ponto de interesse, pelo menos aos amantes de carros, e tem sido deixadas de lado por muito tempo. Quando se trata de danos nelas, a situação fica ainda pior, que dizer de uma porta aberta e você dar ré no carro batendo ela, com nada acontecendo?! Pois é o que acontece em GT5 e pelo visto deve ser quase o mesmo em GT6.

O que foi divulgado de GT6

Alerta Como não estou de posse do meu jogo, persisto com o que foi divulgado pela Polyphony oficialmente.

Coisas que caíram… o sistema de níveis, com base em pontos de experiência se foi, d0 mesmo modo que os pontos de GT4, agora será implementado outro sistema e até onde sei as carteiras agora são parte de um processo importante, como era antes. Isso faz muito mais sentido para os jogadores veteranos da série. E pra felicidade geral dos pilotos, o B-Spec separado não vingou e voltou ao que era no Gran Turismo 4, onde se pode alternar entre um e outro modo durante a corrida.

 B-Spec é passado
Não é mais necessário arrumar um Red Bull pra garantir vitórias do B-Spec

A compatibilidade 3D foi removida, mas poderá ser implementada posteriormente. Eu testei o Gran Turismo 5 com o modo 3D e posso dizer que foi desastroso, infelizmente. Não ficou bonito ou atraente. E o replay foi notavelmente visto que não foi feito para o 3D, com todos aqueles zooms até a porta e com a visão afastando em seguida para uma visão de helicóptero… honestamente, não fará falta em GT6. Outra coisa a ser retrabalhada é o Course Maker, por enquanto fora do ar no GT6, mas deve retornar em uma atualização futura. Mais uma vez a sensação é de que Gran Turismo consegue vir incompleto, se somando a vários itens de DLC que virão durante 2014.

350z numa pista de Course Maker
Course Maker deve ser relançado dentro do jogo posteriormente 

Além da melhora na resposta da física, com modelo novo de pneu, suspensão e aerodinâmica, o novo GT teve sua engine gráfica refeita. Ganhou-se com ela o Adaptive Tessellation, que muda os pontos de polígonos de um modelo para reproduzir com maior qualidade. Ganham com isso os modelos Standard, que parecerão com maior qualidade em GT6 graças a capacidade da engine de criar mais pontos de polígonos de forma dinâmica. A verdade é que este recurso é uma cópia do que já existe no xbox 360 (Forza 4 tem isso). É um ganho, mas movido mais pela concorrência que pela inovação.

 Camaro Z28
Camaro Z28 standard vai ficar muito mais bonito em GT6

O sistema de luz agora trabalha com renderização em HDR, o que faz com que o brilho não seja uma barra niveladora como em GT5, onde se vê tudo claro ou escuro demais, mas com uma amplitude dinâmica. Assim teremos imagens com mais equilíbrio entre o claro e o escuro – e menos contraste, mas com maior ganho em cores. Cabe a engine também a inclusão de um sistema de simulação astronômica (que serve pra… na real, pra pouca coisa quando se pensa em carros), variação de clima e de tempo. Quando se influencia o clima, no caso, via software, significa que teremos nuvens, por exemplo, randômicas… não será como em GT5, que se entra na pista e elas estão sempre do mesmo jeito. É uma opção excelente para não se cansar ao correr provas com mais voltas que o habitual.

 Spa-Francorchamps
Procurar bichos nas nuvens será uma das inclusões novas em GT6 graças ao sistema dinâmico

A garagem deve ficar mais rápida, especialmente para os colecionadores de carros, caras que são que nem eu. No seu novo estilo, inédito, os jogadores podem deixar na garagem os carros que usam com maior frequência, e deixar os que não usam nunca em um pátio. O princípio é o usado nos favoritos do GT5, mas que deu muito errado, e agora foi arrumado para algo funcional. Em GT5 tínhamos que escolher uma roupa, que era definitiva, depois em alguma atualização se tornou possível mudar a roupa pelas que se ganhava em algumas provas e agora será possível comprar macacões e capacetes, porém são mais caros que muitos carros (a exemplo do de Senna, que custa Cr 500.000).

 Gran Turismo 5 - Caterham 7

Por outro lado, se tudo isso parece pouco, fútil ou fraco, o modo carreira entrega tudo que se poderia querer de um verdadeiro Gran Turismo. No modo campanha (A-Spec), que fez a fama do jogo, as provas tem restrições de entrada (no estilo das sazonais, com PP e outros itens). Foi incluído algo que eu sempre curti, as provas de resistência de curta duração (1~2h). Também surgem as bandeiras de sinalização para o piloto, além do já falado A-Spec/B-Spec alternado. Isso faz com que o jogo seja interessante da perspectiva de quem corre certo. O loading, como se viu, ficou menor e é prometido uma IA melhor, embora eu acredite que ela se fará se impor por meio das restrições do piloto mais que pela agilidade.

 Hipermax em prova com cones

E voltaram os Coffee Break, que estavam no meio de cada carteira. Estes mini-desafios de acertar cones tiram a paciência mais do que divertem, mas era uma coisa a mais que GT4 tinha sobre GT5 (das muitas). Outros itens em retorno de GT4 são os kits de freio e o nitro. Interessantes para o modo carreira, um adendo que adiciona competitividade no online, certamente tornam o gerenciamento de prova um elemento importante. Por falar em online, as corridas agora contam com um item pedido pelos jogadores, os rounds de qualificação. O modo online ganha também partida rápida e o contra-relógio (Time Trial). Para grupos de corrida online, com regras elaboradas, um recurso pode ajudar bastante: Pit Stop obrigatório. Se você obriga todos a fazer pelo menos 1 parada, não se torna mais necessário monitorar o replay para garantir que todos pararam mais. Fechando o online, agora é possível fazer drift. Uma pena que a Polyphony não abriu o olho e largou também um modo de arrancada de quarto de milha e a arrancada com luzes ao invés da contagem regressiva.

Curte a tunagem? Deve ficar feliz em saber que agora será possível não apenas mudar as rodas, mas alterar o tamanho delas. Só não vale fazer isso:

rodas grandes pra caramba

E o replay? Sempre foi um elemento de destaque, recebeu uma pequena melhora, com comandos de recuo e avanço de tempo. Não era sem tempo…

 Dorifto

Deixei para o final o que considero o elemento mais subvalorizado de todas as novidades. É tão bobo e ao mesmo tempo crucial, tão importante que não se sabe por que não foi implementado antes. Eu vi em outros simuladores em que havia um aviso sonoro para isto… pois bem, Gran Turismo 6 recebeu um indicador de ponto cego. Incrível, não?! Uma seta vermelha pisca quando houver algum carro na sua lateral. É fantástico. Melhor, só se ele indica quando há algum carro muito próximo na parte de trás do seu carro…

 Stratos

A lista de carros

Antes de falar dos carros novos, destaco que não há mais separação entre os premium e standard. Mas os modelos standard não terão visão de cockpit, como é no GT5.

Houve adições, atualizações e, infelizmente alguns deixaram de estar presentes.

Entre as perdas mais notáveis estão as duas F1 da Ferrari que estão na quinta edição, a F10 de 2010 e a Ferrari F2007 ’07.  Saem de linha também dois Zs, o 350Z Gran Turismo 4 Limited Edition (Z33) ’05, obviamente vindo do GT4, e o Nissan 370Z (Z34) (GT Academy Version) ’08, este belíssimo carro preto abaixo. Todos os modelos GT Academy saem de linha, mas com a possibilidade de modificar os carros que está (ou estará) presente no GT6, será possível refazer (manualmente, por assim dizer, mecanicamente) os GT-R Black edition e SpecV, Leaf G, Silvia S15 e os Skyline R32 e R34.

370z
Adios 370z do GT Academy

Há algumas versões especiais que deixam de se fazer presentes, é caso do Chevrolet Camaro SS Edge Special, uma versão roxa especial que deu as caras em 2010 com um redeem code da Gilette e o Gran Turismo Red Bull X2010 5G. Este 5G retorna como 2014 sem a ventoinha. Com o tanto de carros repetidos, os modelos duplicados que fossem standard e premium tirou da lista os modelos standard, assim saiu o Ford GT sem as listras (No Stripe) ’05. Eu brinco bastante que há GT-R demais no Gran Turismo, mas o Ford GT também tem muitas versões desde que foi a capa do GT4. Esta, sem as listras, porém, poderá ser feita por customização, parece.

Kart e Interceptor
Um kart e o Jensen Interceptor MkIII

Os dois últimos a sair da lista, estes sem reposição de similares, são o Ginetta G4 ’64 e o Jensen Interceptor MkIII ’74. Nunca gostei muito do G4, era leve demais, mas o Interceptor era um bom carro no GT5 e pode fazer falta em provas de antigos.

Gilette Camaro SS Edge Special
Adeus Camaro SS Edge Special… foi um prazer não ter lhe usado no Gran Turismo 5

Foram modificados em versões, mas ainda estão na série, a Lotus Europa Special ’71, trocada pelo modelo ’72, o Skyline 2000GT-B (S54A) ’67 pelo S54B do mesmo ano e o Subaru IMPREZA Sedan WRX STI spec C Type RA RM ’05, modelo convertido de corrida que se torna inútil com a inclusão da versão Rally Car do mesmo modelo e ano.

Indianapolis - Corvette C2 Stingray - borracha queimada
Corvette Coupe (C2)  agora é premium. Era o modelo que faltava na linhagem dos Vettes!

Se tornaram Premium o maravilhoso e verde Bentley EXP Speed 8 ’03, o Corvette Coupe (C2) ’63 (acima, ícone do primeiro GT), a Cizeta V16T ’94 (que figurou algumas imagens dos 15 anos, discretamente), o já citado Ford GT ’05 e, até que enfim, as Lamborghini Countach 25th Anniversary ’88 e Countach LP400 ’74, além do Lancia STRATOS ’73 (este, em especial, farei questão de guiar no jogo, dado seu valor histórico). Não se sabe ainda a respeito do Toyota 2000GT e da Mercedes Sauber C9, se foram convertidas ou não, mas o Bugatti Veyron 16.4 voltou como premium na sua versão mais top de 2013.

GT-R

Há também alguns retornando ao Gran Turismo após sumirem por algumas edições, caso do monstruoso Audi Auto Union V16 Type C Streamline ’37 (presente no GT4) e os Hyundai Accent Rally Car ’01 e Click Type-R ’04. Esse Audi é um monstro de corrida, que passa dos 400 por hora, apesar de ser de 1937! E teremos como DLC gratuito para degustação nos moldes do Corvette C7, a novíssima BMW M4 Coupé. É bacana ver que a inclusão de modelos classe GT3 e esse tipo de parceria está recuperando o valor das marcas europeias, em caso especial a BMW, que eu gosto bastante e achava um tanto apagada. E na dança de cadeiras, saem os Nascar de 2010/2011 e vem só os de 2013.

O Acura/Honda NSX CONCEPT ’13, visto neste vídeo, naturalmente estará no GT6. E é deste teaser especial que fica a dúvida a respeito de Seattle voltar ou não, porque muito do Gran Turismo estava pronto ainda no começo do ano quando saiu este vídeo! E entram também na lista os vencedores da Sema e demais concursos que o GT premiou desde 2010, entre eles a Ferrari 500 Mondial, que veio sem muito alarde.

NIssan Deltawing Gemasolar

O DeltaWing apareceu na lista, então foi removido, e então voltou para a lista de carros de GT6, deve estar presente em dois modelos, um 2013 e outro sponsored by Nissan na LeMans 2012. Haverá ainda os tantos Vision, a começar pela Mercedes.

Kazunori e a Mercedes Vision
Cara de Hot-wheels, a Mercedes Vision seria a visão de futuro para o Gran Turismo 6

São 15 carros Vision, de diferentes marcas. De forma geral, são carros que não serão fabricados. E para acirrar ainda mais a briga na categoria GT3, o Toyobaru GT-86 surge em uma versão esportiva da GAZOO Racing. É um carro bacana, mas que vem também sem fazer barulho.

Mercedes-Benz SL 300 Coupe '54 na rua de Ahrweiler

Um destaque especial que poderia figurar troféu no meu ponto de vista, é a inclusão do Lexus LFA Nürburgring Package ’12. Não é nada, não fosse o fato deste ter sido o único carro a bater recorde em Nur com pneus de rua comuns. Mesmo o Godzilla só agora está correndo atrás disso. Minha ansiedade em colocar as mãos residem, claro, em alguns modelos novos, entre eles Cadillac CTS-V Coupe, porque adoro o desenho deles e lamento não termos o Cien premium. Quero colocar as mãos o Tesla Motors Model S, afinal é o elétrico topo de linha que está na imagem abaixo. Naturalmente o novo Viper GTS também vai pra pista, do mesmo modo que a velha guerreira Lamborghini Gallardo, que se aposentou recentemente. Diria que a Gallardo vai ser o primeiro carro que pegarei no jogo, do mesmo modo que no GT5 – ela foi o carro que passei mais tempo guiando.

Tesla Model S

Serão bem vindos Lamborghini Diablo GT, já que a única Diablo que tínhamos era a da JGTC, toda modificada, e o Pagani Huayra, que até hoje não entendo como fica na sombra do Zonda. E tanto pelo DeltaWing, como pelo Lunar Roving Vehicle LRV-001 fica mais a curiosidade de como se comportam. Acho demais o Pontiac Firebird Trans Am ’78, com aquele capô quase tunado da Fênix, mas que ainda é um carro icônico. Teremos a presença da Ferrari FXX, um tando tardiamente e mas não teremos a chance de pegar a LaFerrari e nem a McLaren P1 (esta segunda que quebrou recorde no inferno verde), pois são duas máquinas exclusivas do novo Forza 5 recém lançado para o Xbox One.

E as pistas para estes carros?

A lista engordou com as estreantes Mount Panorama, Ascari, Brands Hatch, Willow Springs International Raceway, Matterhorn e Goodwood Hillclimb, além de Silverstone que foi usada no GT Academy e do retorno de Apricot Hill Raceway. E as pistas Autumn Ring, Daytona e Twin Ring Motegi foram atualizadas, assim todas estas possuem mudança de horário e clima, o que é sensacional pra correr provas de longa duração. O circuito de Spa-Francorchamps recebeu a mudança de horário e fecha o grupo (ela já possuia mudança de clima no GT5).

Barthust no GT6

Tsukuba Circuit se mantém no horário padrão, mas agora conta com mudança climática (como em GT4, que tinha prova nela molhada). E Gran Turismo Arena conta com mudança de horário, mas o clima é fixo. Pra fechar a lista de atualizações, Circuit de la Sarthe, local onde ocorre a famosa prova de 24 horas de Le Mans, recebeu atualização de layout para seu traçado 2013.

Adeus Stig
Some say que ele era a IA original do GT… all we know is, he’s called the Stig. Adeus Stig

Mas, pra minha tristeza, sai da série a Top Gear Test Track, a pista de testes do programa Top Gear (da qual sou um grande fã mesmo). Quem jogou GT5 sempre irá se recordar da volta com o Kübelwagen.

Gran Turismo 5
Além dos eventos especiais localizados na pista do Top Gear, a prova de Slalom também era lá

Quanto as locações para o Photo Mode, bom, estas não se tem muitas notícias… entraram 4 cenários novos – Gemasolar, Ronda, Siracusa e Valencia –, claro, mas não se sabe dos anteriores se permanecem ou não… eu diria até que não, como aconteceu com as de GT4. E regredindo um pouco, agora não se pode colocar 2 carros numa locação do Photo Mode.

Citroen by GT

UPDATE: Micro-transações

saco de granaEsqueci desse detalhe… agora a Polyphony se rendeu ao DLC e quer que o jogador cresça rápido no jogo, como opção. Bom, eu sou severamente contra isso, vejo como “pay-to-win” (Pague pra vencer), é um sistema bobo de não jogar um jogo que se comprou pra jogar, não tem sentido, só alimenta a voracidade de um tipo de jogador: o caçador de troféus. E esse perfil de jogador não vai jogar GT6 por muito tempo, ele vai passar como um predador, pegando o máximo que puder pra saltar pro próximo.

Mas tem o outro lado, se a Polyphony abriu mão de um público fiel, quer largar bastante DLC e acelerar a subida dos jogadores, é sinal de que GT7 está logo ali na frente mesmo. Eu diria que começo de 2015 no PS4, se já não estiver na rua, .vai estar pipocando já…

Decepção: A espera pela cópia

GT6 comprado na Sony

Comprei em outubro e a Sony oficial consegue chegar depois que as grandes lojas de varejo. É deprimente pagar antes, no meio oficial, e receber depois de todo mundo o seu jogo favorito. Quer dizer, não faço segredo algum, o motivo da compra do PS3 foi jogar Gran Turismo. O fato de receber depois me deixou bem chateado, porque eu queria estar testando e usando ele durante o primeiro fim de semana após lançamento. Caso não chegue até o fim de segunda, estarei cancelando a compra por razões óbvias, e indo pegar o jogo em uma loja de varejo local.

08-12-2013 Gallardo

Enquanto isso, sigo passeando com a Gallardo no Gran Turismo 5, enquanto a massa de jogadores migra em peso para GT6. Eu me sinto assim:

Fim do GT5
Todos se foram…

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18 de novembro de 2013

Por onde anda o RobsonB

Tem neste momento uma dúzia de postagens penduradas sobre Gran Turismo aqui no blog – elas vão do GT Academy em relação ao GT5 e outras coisas relacionadas ao Gran Turismo de forma geral. Eu meio que me congelei sobre a franquia por estes dias e nem mesmo estou correndo por uns 15 dias já, bem dizer desde pouco depois do anúncio da versão especial com o Senna, parte pela correria de fim de ano, parte porque estou aproveitando o PlayStation 3 com outros jogos até receber o 6. As postagens virão, é claro, completas como é de praxe neste espaço. Talvez fora de tempo, mas não são um problema, já que muita coisa que posto tem se mostrado atemporal.

É claro que eu não iria tão longe de deixar de jogar GT por uns dias e que deixaria de jogar jogos com veículos. A paixão por movimento é enorme em mim, então, nestes dias todos minha diversão esteve rondada com outros jogos relacionados.

Joe Danger 2: The movie

Produzido por uma produtora independente e presenteado pela Plus americana em maio, esse jogou ficou abandonado no hd do meu console até que comecei a jogar… de início, visual bobo e colorido, não dei muito crédito. Vi que os amigos que o tinham só avançaram até o segundo mundo do caminho principal. Depois de pegar o embalo, cruzei o caminho principal com perfeição, as cenas deletadas e agora, o mais difícil, o modo tour de download, onde tem 5 campeonatos. Quatro deles eu passei, sendo este acima a ante-penúltima fase do jogo nesse roteiro. Restam apenas 2 fases pra fechar 100% o jogo, mas elas são ainda piores que essa insanidade que se vê no vídeo…

GTA IV The Lost and Damned

Havia tempos que eu queria jogar os episódios do GTA IV. O jogo original foi meu primeiro game no PlayStation 3 e desde então fiquei interessado nos dois episódios posteriores ao roteiro de Niko Bellic. Considerei por tempos comprar os episódios em disco separado, mas me surgiu uma oportunidade interessante algumas semanas atrás, trocar meu GTA IV normal no GTA IV Complete Edition, que vem atualizado e com os dois episódios, tudo num único disco. Dispensável dizer que topei na hora, paguei uma miséria na diferença e entreguei o meu game #1 por um novo #1 da minha lista. Agora comecei jogando o TLaD e, em meio a ação com motos do jogo, vi esta excelente oportunidade de relembrar o passado, mais precisamente Road Rash, e foi diversão certa correr as 12 corridas (fáceis) derrubando oponentes com um taco de baseball.

Enquanto não vem o Gran Turismo 6 (que quando desembarcar aqui vai ser devidamente esmiuçado por mim), sigo me divertindo com outros títulos. E pra quem curte o GT5 (do mesmo modo que eu), o suporte deve ser encerrado uma semana antes do lançamento oficial do GT6, ou seja, a Polyphony vai mudar completamente pro novo game.

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29 de outubro de 2013

Pré-venda do GT6 edição Ayrton Senna

A pré-venda se iniciou tão logo foi feito o anúncio desta edição especial de Gran Turismo 6 que inclui acesso ao DLC do Ayrton Senna exclusiva do Brasil. Embora não se tenha amplas informações sobre o modo de jogo que trará a trajetória do tri-campeão que alegrava minhas manhãs de domingo e teve peso enorme na minha paixão pela velocidade sobre quatro rodas, o que sei é que ela conta com uma garagem recheada com 25 carros especiais, como os da edição comemorativa dos 15 anos de GT, com mais crédito na conta logo de largada e, óbvio, o DLC citado disponível sem custo adicional. Mas o que vem nesse DLC?

Gran Turismo 6 - PS3 - Ayrton Senna edition

Eu estava esperando alguma opção interessante para comprar o GT6 e iria pegar ele em uma loja local, como habitual, pela comodidade, porém diante da oferta no site oficial da Sony, resolvi dar uma chance ao canal online e efetuei a minha pré-compra do Gran Turismo na Sony Store mesmo. Sei de casos de discos impressos porcamente e até de escritas do disco virem erradas na versão nacional, mesmo assim, é a única chance que dou ao site, se falharem é pra nunca mais.

Compra na pré-venda

Sinceramente achei o frete um tanto caro, então o mínimo que espero é que esteja tudo certo e que venha perfeito. Ainda assim, o valor saiu mais em conta que comprando localmente (estimado em R$ 199) e é a edição que inclui o DLC do nosso campeão (o único motivo real para pegar este).

Sobre Interlagos e Senna

Interlagos F1 2012 - chuva
Especialidade da casa, na chuva Senna ganhava ainda mais destaque (na imagem F1 2012)

A notícia na pré-BGS se espalhou rapidamente, mais que na velocidade dos fatos, mas a verdade é que não se tem confirmações por parte da Polyphony se haverá provas com Senna e realmente se a pista de Interlagos estará presente e, menos ainda, se veremos alguma F1 guiada pelo brasileiro. Passada a minha euforia inicial pela notícia e por ser fã ainda hoje de Senna, bom, sei que Interlagos é uma pista pedida por muitos já tem bastante tempo, seria ótimo incluir ela pela variedade de curvas e constante mudança de elevação. Não é recente que os fãs de GT pedem a inclusão da pista e não seria surpresa se eles conseguissem incluir ela, mesmo que com um traçado mais antigo (até para caracterizar melhor ao contexto de Senna e seu início ali).

Formula Gran Turismo - GGT
Suzuka e Senna remontam a volta com o NSX, visto aqui

Não há informações sobre como funcionará esse DLC, é uma compra no escuro. Para felicidade completa, eu esperaria por alguns Eventos Especiais fechados ao estilo do Driving mission de GT4 para quem tem o DLC, ampliando o leque de missões com outros DLCs para outros pilotos (como Schumacher, Prost, Nigel Mansel e afins, mas não com um apelo tão histórico quanto Fangio). De certeza é que virá o macacão de Senna e, claro, o icônico capacete amarelo, algo como equipamento especial do Jeff Gordon ou do GT Academy 2012 no GT5.

Formula GT em Mônaco
Mônaco também viu Senna voando baixo

No pior, é só isso que teremos, uma roupa do Senna no jogo, o que seria um desperdício quase completo com a carreira do piloto, mas que está bem óbvio na descrição da pré-venda no site da Sony. No melhor, além da suíte e das provas, teríamos também um adendo ao museu, que é uma das coisas mais legais e menos exploradas de GT5, especialmente dedicado ao Senna, com fotos de momentos de sua carreira nas pistas.

Se tivermos as provas como tudo indica, sei é que uma dessas, pelo menos, será feita de kart. Como o Kazunori disse que estão trabalhando com coisas que nunca tocaram antes, levo a crer que vão incluir carros de Formula 3 e Ford 1600/2000 e, então, outra prova do legado de Senna certamente seria em Silverstone, circuito novo em folha apresentado no Academy deste ano e que vai estar em GT6. É possível fazer dentro do jogo. Estas duas etapas permitiram fazer várias provas. Some a inclusão de Cotê d’Azur (Mônaco) com chuva e tem mais um capítulo lendário, em carro de formula já. Insira Suzuka no bolo com o NSX, amplamente divulgado, ao estilo bata o relógio e você tem 4 provas incríveis para fazer baseadas no legado de Senna. Então, o que eu espero, para ser realmente uma versão lendária a altura do Ayrton, seria isso. E seria mágico.

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15 de outubro de 2013

#BestOfGT – Campanha do melhor de GT

#BestOfGT

Esta postagem é um tanto revival e nem é o primeiro que faço sobre os jogos da série… bom, já se passaram 15 anos desde o lançamento do primeiro Gran Turismo no PS1 e GT6 sai pra rua daqui pouco mais de um mês e meio, em (GT)6 de dezembro. A campanha oficial #BestOfGT vem justamente no sentido oposto ao novo Gran Turismo, sugerindo que retiremos um tempo para refletir sobre a história particular de cada um com a maior franquia do PlayStation até agora. E eu já falei dos 15 anos de GT aqui. E também já falei bastante do primeiro Gran Turismo na única edição publicada da Retrogamer, sobre como conheci a série.

GT1 Dodge Viper
No primeiro Gran Turismo, ninguém podia contra esse cara aí…

Em sua postagem oficial, em inglês, aqui transcrita com alguns toques meus, das minhas memórias pessoais com a série, resume bem toda essa trajetória de sucesso da série, começando em 1998 como um simulador de direção real, um que redefiniria o gênero de corrida com gráficos e direção ultra-realistas. E em cada edição o jogo melhorou sobre a sua versão anterior, com o GT2 aperfeiçoando ao limite do hardware do primeiro PlayStation e ampliando o jogo todo, com a entrada de super carros, rally e mais pistas. A velocidade máxima entrava no mapa da série no segundo título da série, bem como os modos de prova e certamente alguns dos elementos base do jogo estavam definidos.

GT in game - 1 GT in game - 2
Além do Viper, o 3000GT (GTO) e um Viper especial de 7 marchas davam a cara no GT1

Eu mesmo considerava até o lançamento do GT5, o GT2 como sendo a melhor versão de Gran Turismo já feita. É estado de arte como muitos dos jogos do PS1. Porque o jogo era amplo demais, com rally, super-carros, alguns carros únicos, como os muscle cars, o Renault Espace F1, Lotus GT1 preto, o Ford GT90 (estes dois que foram sumidos sem motivos) ou aquele Calibra de 16 mil rpms. E foi palco de algumas das pistas mais bacanas, como a de Seattle e Apricot Hill, foi também a primeira vez na série que saiu a minha amada pista de Laguna Seca, e as desaparecidas Grindelwald (que eu considerava a cara de correr com a Lotus Esprit V8), Motorsports Land (pense pro Kart de GT5, como não a colocaram de volta!) e Pikes Peak Hill Climb que ainda era de terra e que se perderam da série. Havia, ainda, a questão das personalizações e de pistas únicas do jogo. GT2 foi incrivelmente amplo e personalizável para o momento, coisas que foram resgatadas (e melhoradas) apenas em GT5. Das pistas, a PolyPhony que começou seu tour europeu em Grindelwald e vai indo em direção da Itália desde então. Em GT5 sua substituta foi Eiger Nordwand e a viagem segue nos arredores da parte montanhosa, com mais outra pista nova em folha já anunciada para o GT6.


Meu vídeo recomeçando o GT2 no PS1

É do GT2 minhas maiores lembranças da série e onde eu realmente me acertei com o jogo. Foi também num período conturbado de mudanças na minha vida pessoal. Na primeira fase, sozinho, me recordo do glorioso GT40 verde com faixas amarelas em Seattle… ou da supracitada Lotus Esprit V8 preta com aerofólio em Grindelwald… e tinha também o Calibra que aparece no vídeo acima… na segunda fase, correndo com meu amigo Douglas, me recordo de Seattle comigo guiando o Calibra Touring aspirado e ele com o Skyline R30 Sillhouette turbinado, uma disputa de gêneros, de tipos, de estilos… o DTM contra o JDM, se o Calibra comia rpms e persistia nas retomadas, posso dizer que nas 3 quadras de subida de Seattle Circuit o R30 enchia o turbo de tal modo que o alcançava… era brutal. Era algo para ser mesmo memorável.

Gran Turismo 2 - Mini Cooper Gran Turismo 2 - 1999 Subaru Impreza Rally Car WRC
Em GT2 nos presentearam com os fora de estrada e pistas memoráveis, como Pikes Peak…

Gran Turismo 2 - Pikes Peak ainda de terra Gran Turismo 2 - dragster
…que ainda era de terra e insanamente divertida, além dos carros de dragster para arrancada

Em 2001 veio Gran Turismo 3, ele foi o que menos joguei da série, porque foi num período em que eu estava longe dos consoles, então só o vi bem depois, mas ele tem a abertura mais bonita da série na minha opinião e foi o título responsável por elevar a série a novos patamares de realismo quando lançado no ainda novo PlayStation 2. Vale dizer que GT3 foi o marco que nos permitiu chegar aos GTs mais recentes, pois os modelos ganharam mais definição e o jogo recebeu mais do seu formato, em especial com o A-spec. Foi no GT3 também que se implementou o suporte ao volante, item essencial para uma série de simulação, por isso o GT3 foi o divisor de águas entre o jogo de corrida com carros reais e o simulador do PlayStation. E se por um lado se perdeu a Renault Espace F1, foi em GT3 que surgiu o primeiro carro de Formula da série.

Gran Turismo 3
Os modos de jogo são os tradicionais Arcade e GT Mode, mas agora no volante

GT3 - corrida GT3 - rally
O visual do GT3 impressiona mesmo hoje, 12 anos depois, bem desenhado

Sem receios de se lançar ao novo, o próximo passo, Gran Turismo 4, incluiu o B-Spec, permitindo ao jogador mudar da cadeira de piloto para a de gerente de prova. Recurso curioso, que permitia a troca durante prova, de modo muito dinâmico, permitindo acelerar o tempo 3x quando no modo B-Spec  e permitindo recorrer ao A-Spec quando perceber que a prova está indo pro ralo pela inoperância da IA em competir, algo que acabou se perdendo um pouco na versão seguinte, me dando um pouco de raiva e frustração no começo. Eu não sei porque, mas acabaram tornando o B-spec muito menos atrativo no GT5 que no GT4.

GT4 - abertura
Ford GT: Em razão dos centenário da Ford em 2003, somado ao atraso de 1 ano e meio do GT4

O 4 nos brindou com o primeiro Gran Turismo em FullHD (1920×1080 @ 30fps, mas entrelaçado, o 1080i), exigindo do hardware do PS2 o mesmo nível de empenho de performance extraído no GT2 com o PS1 para rodar com tanta resolução, mesmo que somente no single player – similar ao HiRes mode do primeiro. No Gran Turismo 4 foi onde começamos a brincar com o PhotoMode, que foi ainda mais aperfeiçoado no GT5 e agregou uma função a mais no jogo como simulador de fotografia (com direito a uma DSLR profissional). O mapa do modo GT dele é o mais bonito e funcional da série, uma ampliação de bom gosto do que vimos no primeiro GT, rolando com suavidade as tão numerosas opções de jogo.


Eu brincando com o G27 em Cittá di Aria do GT4 com carro stock

Ele é extremamente amplo, demorado mesmo de se terminar, e as pistas são ótimas, como El Capitan, a pista de arrancada em Las Vegas, ou até a estreita Cittá di Aria. Nenhuma delas, entretanto, faz frente com Nürburgring Nordschleife e seus 20 quilômetros, sendo Nür o maior destaque do jogo.

E não fosse isso tudo suficiente, recordemos que foi no GT4 que surgiu no leque de carros as caminhonetes. As mesmas que foram herdadas depois no GT5 como standard.

GT4 - Dodge Viper GTS '99
Ele está no jogo, mas perdeu o apelo de outrora

Neste ponto a Polyphony me parece que realmente se deu conta do seu legado e do seu futuro. Foi no GT4 que surgiu  o Formula Gran Turismo, além de alguns outros protótipos também foi nele que a série se tornou um expositor para alguns modelos e uma visão dos protótipos do futuro, como o Nike One 2022. Me pareceu, enquanto jogador, que foi neste ponto que a empresa se deu conta de investir duro em parcerias e projetos exclusivos para a série. Destes “pequenos” passos viria a bem sucedida união com a Nissan, que permitiu a passagem do mundo virtual para o real através do Nissan GT Academy. A perspectiva é de que a cada nova edição, mais prototipagem será feita dentro do jogo, em primeira mão.

GT4 - citta di aria GT4 - El Capitan

Com a melhora das conexões e uma nova interação online que era esperada ainda no GT4, Gran Turismo 5 Prologue (que eu passei os olhos muito por cima) mostrou o que esperar do futuro da série, com corridas entre pilotos reais. Em sua versão completa, Gran Turismo 5 foi realmente o melhor jogo da série até agora, e embora seja mais curto que o desejável, dá uma perspectiva real do sexto passar ele e abrir mais opções. Além das centenas de carros, o jogo incluiu gráficos 3D melhorados e uma nova engine, que exibia e segurava as pontas dos exigentes 60fps@FullHD melhor que nunca. Felicitações ao som 7.1, ao modo 3D e, acima disso tudo, a beleza estonteante do cockpit de cada carro Premium, mesmo com algumas limitações – como o marcador de combustível ser estático.

GT5 - a foto que eu queria ter feito
E esta é fácil a foto que eu queria ter feito. Ela está na contra-capa do jogo e na minha caneca!

O quinto da série também foi o primeiro a exibir danos visíveis nos carros, mesmo que de uma forma bastante acanhada. Me dá um certo orgulho platinar ele. Mas o que fez o sucesso de GT5? Só o visual não, com certeza. GT5 foi sucesso porque resgatou um pouco de tudo de melhor da série. Trouxe pistas incríveis (mesmo com as inúteis rota X ou a SSR7), abriu um mau explorado modo de expansão por DLC, em que vale um destaque especial a Spa-Francorchamps, além de aumentar o trecho de Nürburgring com o traçado GP.

Gran Turismo 5 - Spa-Francorchamps
Spa Francorchamps, certamente palco de uma ou duas provas de resistência no GT6

Retornou sucesso porque voltou as origens do GT2 em ter um carro muito apelão e invencível, como era o Escudo, na roupagem feita pelo mago Adrian Newey e sua equipe, com o nome inicial de X1, posteriormente atendendo como Red Bull X2010. O mesmo X que está no Desafio X, local que posso dizer que é um cemitério de jogadores que querem a platina de GT5 (e me custou 1030 dias para sobrepor ele). O Desafio foi o ponto de dificuldade elevada. E lado a lado com as sazonais e o online, foram o que deixaram o jogo com uma vida tão longa. A garagem, em muito herdada de GT4, deixou um pouco na mão, mas os updates contínuos ajudaram a deixar o jogo como se queria desde seu começo.

GT5 - Dodge Viper
Viper agora é Premium. Carro muito saboroso de guiar no volante com tudo desligado…


…mais ou menos assim. Com câmbio manual H, volante e tudo mais que se tem direito

Como em tudo da série, o 5 elevou os detalhes a novos níveis. Alguns, tão exagerados, que só podem ser capturados pelo PhotoMode, tamanha pequenez para se ver jogando normalmente.

Gran Turismo 5 Gran Turismo 5

Gran Turismo 5

Gran Turismo 5, para mim, remonta também 2 coisas fundamentais que eu sempre senti falta em jogos de corrida, salvo uns poucos antes de 2010, que é a chuva, mesmo muito limitada pela capacidade de hardware do PS3, mas ainda assim muito bonita de se ver e jogar e, ainda mais fundamental, o ciclo dia/noite em algumas pistas, tornando as provas de 24 horas ótimas e o contexto das pistas muito menos estático e entediante. Foi por essas que com o amigo Augusto fechei as 24 horas de Le Mans 2x, antes de poder salvar no pit-stop, correndo 24 horas sem parar.


E no resumo dá pra ver o clima de algumas horas de prova rolando

Com tanto conteúdo, os fãs tem seus próprios carros, pistas e memórias favoritas. Quem sabe a volta perfeita no GT2 – ou não tão perfeita, como a que perdi um ouro por 0,001s –, ou a primeira vitória online no GT5 prologue, ou aquela manobra de ultrapassagem no ano passado que vocês ainda conta aos seus amigos – Douglas que o diga na Eiger em uma disputa com as Kombis. O Gran Turismo nos convida a compartilhar no twitter e facebook os momentos #BestOfGT e quem sabe você poderia estar no próximo vídeo “Best of

Gran Turismo 6
Luzes e sombras muito mais suaves e realistas, com efeito glow antes limitado no GT5

Enquanto isso, GT6 é posto para criar uma série de novas memórias “O Melhor de Gran Turismo”. Com um novo modelo de física, a aerodinâmica melhorada, simulação de suspensão e pneus e uma renderização ainda mais realista – agora modular e baseada em software, não mais em hardware como em GT5 –, este será o melhor Gran Turismo já feito e sem dúvidas é a caixa para todos os GTs que vierem depois disso. O jogo poderá ser seu no dia 6 de dezembro de 2013, e você pode fazer sua pre-order agora para colocar em mãos alguns bônus in-game exclusivos, o que infelizmente tira muito da diversão do Gran Turismo, que é a dificuldade de subir na série logo em seu início – e meu GT5, no primeiro mês, não viu acesso a Internet.

O GT esquecido pela PD

Gran Turismo PSP
Simplesmente “Gran Turismo”, a versão do PSP era para ser uma extensão do GT4

O Gran Turismo do PSP só serviu para provar uma coisa: ele não tem condições de ir para o portátil como simulador, somente como arcade. E o público alvo da série vai rejeitar e achar ele muito ruim. Hoje, para tirar proveito da série, somente com o volante e no console de mesa, antes disso somente relançando como classic o Gran Turismo 2. E tanto o jogo foi fraco, que a Polyphony sequer lançou uma continuação.

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30 de setembro de 2013

Platinei o meu Gran Turismo 5

Troféu de Platina do GT5!!

Foram necessário, segundo cálculos, exatos 1030 dias para eu obter o Gold Standard, logo abaixo. O mesmo que o Lucas fez em inacreditáveis 14 dias, mas que como ele mesmo disse, o que vale são os 100%. Rodei mais de 132 mil quilômetros nesse período, somente nessa conta. Aliás, se o MyPSt estivesse funcionando, eu arrebataria o troféu tartaruga do site (visto que hoje o último a platinar com maior tempo de jogo foi de “apenas” 1017 dias). Mas, claro, eu teria terminado muito antes se fosse humanamente possível concluir o Desafio X sem ter de decorar o traçado, apelar em trechos obscuros e fazer voltas sobre voltas sobre voltas… o processo de dominar o Red Bull X2010 foi lento. É algo um tanto lento até ter bastante segurança e se aventurar em alta velocidade nas curvas, mergulhando nelas com a certeza de estar fazendo tudo certo e saindo como esperado do outro lado. Tive ainda que migrar do controle pro volante que acabou comendo algum tempo em prática, mas tudo certo, hoje acredito que não sei nem mais jogar com o DualShock 3 (DS3).

E isso tudo bem a tempo de começar a próxima etapa, diretamente no GT6, onde espero fazer de ponta a ponta no volante e com a visão de cockpit.

O troféu padrão dourado

De todas as provas do jogo, posso dizer com tranquilidade que o único desafio que realmente compromete a platina e a torna tão difícil é o Desafio X. O único troféu de ouro de Gran Turismo 5 se resume a bater as 3 provas contra o campeão de F1, todas as demais são muito mais fáceis de obter êxito, talvez sentindo um pouco a dificuldade no Tour, em especial na Eiger. Dizer do campeão de F1, por sinal, que não faz o tempo de ouro, mas sim mais ou menos o de prata pelo que estudei assistindo ele guiar (oh sim, fiz o dever de casa). Porém, Vettel faz voltas limpas, sem derreter os pneus pelo peso do deslocamento horizontal e os brutais mais de 7G de aceleração, enquanto eu (e, bem, quase todos que querem andar rápido com o X2010) levam a aderência do X2010 além do limite, deixando um rastro de borracha por onde passam.

RobsonB arrastando o x2010 pela curva em Grand Valley
Esta imagem acima é a que uso como wallpaper no meu celular

Sem o Vettel no jogo e sem uma pressa absurda, a data da platina teria sido 1 de março de 2012 (muito antes de LBP, minha primeira platina), quando concluí a série resistência no modo A-Spec. Em junho do ano passado fiz o 100% de carreira (o A-Spec + B-Spec totalmente completados). De lá pra cá meu GT5 se resumiu a sazonais e guiar por prazer, já que a conexão não me ajudou a competir online. Foi apenas recentemente, neste último mês, com o contato que tive com uma galera dias atrás, que fui meter a cara novamente no X2010 com vontade de realmente sobrepor as duas provas do Desafio X que restavam para serem dominadas. Monza, a primeira superada, eu havia completado em março do ano passado, usando o controle ainda!

Minhas marcas

Gold, gold, gold...

Durante mais de um ano e meio essa janelinha estava com bronze, ouro, bronze, respectivamente. Olhando agora vejo que o conjunto de pistas envolve explorar características distintas do carro, então cada uma é um aprendizado e um lado diferente do Red Bull X2010. Das 3, Monza é a mais fácil para quem for começar e foi onde completei primeiro, nela a ideia a passar as curvas reduzindo o mínimo possível. Dela, parti para o primeiro desafio da lista, onde se aprende mais sobre não subir na zebra com o X2010 e sobre impor a aceleração horizontal do carro com o uso do freio, um truque curioso que permite fazer curvas com uma velocidade que você mesmo acredita que não vai dar certo. Por fim, Suzuka, onde a parte mais chata foi justamente a primeira metade e se aprende a dosar o acelerador para manter o ritmo alto. Isso, claro, olhando por cima… na prática envolve, infelizmente, flertar com a sorte e abusar dos limites da pista, decorando onde o carro passa, de onde ele não passa.

Para obter êxito, meu ajuste de assistência escolhida foi:

Ajuste que deu certo com o Logitech G27

Você, muito possivelmente, deve ter estranhado essa combinação. É até normal estar com a força de recuperação de derrapagem ligada, porque ela aumenta a aderência quando o carro começa a escapar, mas a direção ativa setada como forte é um pouco incomum. Acontece que no controle se torna mesmo um problema, visto que muitas das manobras acabam se tornando ainda mais lentas/limitadas, um efeito indesejável quando se leva o X2010 ao limite, mas no volante guiando o Red Bull com concentração alta ela me permitiu abusar mais dos mergulhos nas curvas sem que o carro se desgovernasse. Em resumo, a direção do X2010 é fazer as curvas com ele colado no chão e só atacar zebras/desníveis com ele andando reto. Nessa condição, você pode fazer praticamente o que quiser com ele, na velocidade que puder…

Desafio 1: Nürburgring GP/F

Ouro Nürburgring

Nürburgring GP/F foi, na verdade, minha segunda parada. Nela foi que aprendi sobre a arte de levar o X2010 ao seu limite… ou ao meu limite, já que cada vez que freava mais ou fora do local certo, percebia a perda de tempo como se fossem vários segundos inteiros… em Nur percebi o quão crucial é a sensibilidade no uso do acelerador (várias destas curvas se resumem a soltar meio acelerador, virar e acelerar novamente) e na troca de acelerador/freio em combinação com o girar do volante, de forma muito sincronizada. São detalhes, mas são estes detalhes que denotam um tempo cada vez mais baixo de um cada vez mais alto. É preciso estar em sintonia com o carro, mais que com qualquer outro disponível no jogo. E é nesse ponto que o volante mostra estar um degrau acima que o DS3, tudo lhe leva a ter mais precisão a cada volta. O resultado é natural, quanto mais tempo guiando, mais perto de dominar o carro você está.

Gosto do percurso. O ponto chave nessa pista é frear tardiamente, com mais força, e então deixar o acelerador do X2010 trabalhar a saída da curva. O local mais complicado é o S bem ao final, mas do mesmo modo que em Monza ele é coberto e é possível atropelar os caixotes se fizer a primeira perna da curva a exatos 45°, com a lateral direita do carro passando rente com a barreira. Deste modo, ele não salta a zebra… a curva seguinte, a última da volta, exige uma freada mais forte, manter a velocidade e então sair acelerando (e não a tentação de fazer o oposto disso, se não ele abre a curva e você perde em velocidade final)

Desafio 2: Monza

O desafio em Monza, óbvio, não refiz no volante. Ficou o desafio completado no DualShock 3 um ano e meio atrás, com um vídeo tão idoso tanto:

Também não regravarei o replay dessa volta com a placa de captura, porque se não ficam 2 vídeos no canal do Youtube.

Ouro em Monza

Há, claro, a outra ponta, o volante remove assistências que no controle só atrapalham a tocada com o X2010 (e a FGT/F1). Isso no começo é um problema, mas depois facilita muito a vida de quem está correndo com o G27 em relação a quem corre no DualShock3. Monza, por si, se resume em 4 passagens: a primeira, logo na saída, basta vir por fora, cortar a primeira perna do S e atalhar. No segundo S, atalhe também, reduzindo o mínimo possível… no balão, pelo controle é mais complicado, se resume a primeira entrada para a esquerda, se fizer ela certa, e manter o timing, faz o zigue-zague sem transtornos (no controle esse ponto é o pior, porque demora mais para o carro centrar e então virar pro lado oposto)… e por fim, a cereja do bolo na pista, a última curva começa mais fechada e então se abre, basta entrar rasgando e deixar o acelerador resolver a saída. A mais curta e veloz das 3 provas.

Desafio 3: Suzuka

Ouro Suzuka

Última etapa, último desafio, minha última prova do GT5. Suzuka. Não poderia haver palco mais desejável na série. Tenho um sério problema com o ponto ao centro do mapa, onde há duas curvas para a direita após o slalom da primeira etapa. A parte do zigue-zague no volante exige que você maneire no uso do acelerador, a vontade é andar com o pé embaixo, mas é mais prático dosar entre 50% e 75% do acelerador, com leves aceleradas de pé cheio nesse trecho. O x2010 transpõe muito bem a primeira curva e consegue segurar/ter força G lateral suficiente para sair da segunda curva. O S antes da última curva tem uma falha e é o único ponto que permite atalhar, mas exige uma precisão bem alta. Basta ir pela direita, onde tem um aviso de baixar a velocidade, note que há uma faixa de asfalto, é possível cortar por ela ao invés de fazer o S, com uma velocidade moderada. As curvas em Suzuka são quase todas longas, então nesse percurso o volante dá uma precisão maior que o controle em manter o ângulo desejado sem balançar o carro.

E é claro, tentando ir um passo além do habitual, se prepare para ver muito a mensagem de desqualificado.

Desqualificado

Ela é insuportável quando se guia no controle, porque significa que se ficará 10s aguardando o reinício da prova nos boxes. Mas quando se está no volante, esses 10s são revigorantes. E se fosse dar um conselho para tentar, seria faça tudo consciente e com calma. O sangue frio é premissa para aguardar o momento certo.

Telas finais de GT5

Tela final

Com o jogo totalmente completo, meu perfil está como na imagem acima. Como não é uma imagem que se conquista todos os dias, a que compartilhei no meu perfil pessoal do face foi esta:

100 por cento

Entre as que conquistei, certamente a que me dá mais orgulho enquanto jogador é a de Gran Turismo 5. Só o troféu de ouro+platina me fez subir 20% no nível 11 da PSN. Mas não por isso, a razão da satisfação em ter concluído GT5 reside no fato de que comprei o PlayStation para jogar este jogo. Comprei o volante também, tudo em nome da imersão com o jogo de corrida… jogo de corrida não! Simulador! Embora eu resguarde meu interesse em vários jogos, como se percebe pela tela abaixo do meu perfil, realmente, de lançamentos em 2013 meus olhos só estão brilhando pelo Gran Turismo 6 mesmo. Tudo isso é apenas um ensaio para o próximo GT.

platinas

E é claro, ao findar com ouro o desafio do Vettel, vai para a garagem (e eu compartilhei com os amigos na rede) se recebe o exclusivíssimo Red Bull X2010 Prototype!

O último carro do jogo

Red Bull X2010 Prototype

Embora o modelo do Vettel e o que tem a venda, que se consegue com 3 pratas no Desafio X, tenham mais PP que este.

O que me aguarda

Espero que GT6 copie, sim, coisas interessantes de outros jogos, vide o primeiro Grid com pontuação extra pela dificuldade. Seria justo para que corre com visão de cockpit receber uns créditos extras (já que se sabe que não haverá mais lv no próximo Gran Turismo). Enquanto isso, estou recuperando outras coisas que ficaram paradas no blog. Entre elas, uma em especial, que remete a essa imagem:

Mercedes-Benz SLR McLaren

Umas voltas com os carros em stock, tentando replicar o ambiente do carro (tipo de marcha, por exemplo, e posição) para eu jogar. Por hora, como a vida anda muito corrida (sem trocadilhos com o jogo), não prometo nada além de me divertir… e o blog, bom, não sei se mudo de endereço ou se deixo como está. Recentemente adquiri o domínio granturismo.blog.br (pode acessar sempre no seu navegador) que se tornou um apontador para o blog.robsonb.com.br.

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18 de setembro de 2013

Diário: Treinando o Desafio X

Volta em Nürburgring com tempo bom

Meus recentes contatos com alguns pilotos, seja os de ponta que já platinaram, seja os mais novos que estão desbravando o prazer que é jogar Gran Turismo 5, eu acabei retomando o desafio contra o Vettel – minha fronteira final pra platina. Lembro que tão logo peguei o Logitech G27 e fui para a pista com o x2010, meu sentimento inicial foi de total pavor. Não fora o bastante meu rendimento por volta ter caído pelo menos 20%, mas também eu não tinha o hábito de guiar o GT5 no volante e a sensação de tocar o RedBull era a de estar permanentemente na ponta dos dedos e dos pés. É um contato visceral mesmo, em que tudo acontece rápido e brutal demais… mas é um veloz diferente do controle, onde o carro parece constantemente escapar do seu comando, para um veloz em que você leva ele para onde quiser, como numa dança.

A falta de costume, em especial quando comparado ao da performance de quando jogava no controle, me faziam por aquele momento achar que eu não estava nem vagamente preparado para o desafio, ainda… e o tempo passou, eu continuei jogando somente no volante desde que o peguei, mas nunca mais levei o Red Bull pra pista até dia 08.09. Agora, retornei ao Desafio X. Se a ânsia em jogar o carro nas curvas me fazia antes tremer e não saber o quanto esperar de resposta, hoje vou com toda calma, tentando encontrar o local de referência adequado para frear, o quanto frear, o girar do volante, quando girar, quanto girar, se a resposta do forcefeedback deve ser aceita ou se devo persistir no volante girado e em dosar o acelerador… e tudo transcorre com mais naturalidade. Nem faz parecer a primeira vez com o G27 que levei não o x2010, mas sim a Gallardo para a pista, a mesma baby lambo que eu tirava fino com o controle, com o volante do amigo Guto em Garopaba foi um baque do forcefeedback no máximo e com todos as assistências desligadas… aquele carro dócil e bobo de guiar, então, ficou pesado. Extremamente pesado. E foi com toda essa diferença que eu compreendi a razão das Ferraris no jogo, tão sem graça no controle, se tornarem carros interessantes no volante, tão fáceis de serem levados ao limite da pista.

No meu caso, a minha experiência pessoal e a transição com o Logitech foi um pouco difícil, mais que do digital pro analógico… e se no controle eu era agressividade pura, e mesmo assim fiz uma volta de ouro em Monza, no volante tive de reaprender e guiar com mais calma, pois era desnecessário me antecipar a reação como antes… e sentir fluir a reação, em tempo real, isso foi algo a me readaptar. E com o tempo, certamente, meu estilo de direção ficou menos a cara do videogame e mais o meu estilo real. Menos rodas dando socos totalmente pros lados e mais isso:

Ou, ainda mais realisticamente, se tornando isso:

O bonito nessas gravações não é por estar guiando de dentro do carro… mas sim por estar guiando e vendo a reação de como seria com o carro de verdade. E é essa a arte do volante.

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12 de setembro de 2013

Entrevista com Lucas_Raptors

LucasNo final de agosto falei com Granfer100. Meio que por acidente se converteu em uma entrevista e, é claro, não poderia deixar de conversar e publicar aqui o papo com outro nome bastante popular no universo brasileiro de Gran Turismo. Em se tratando de Brasil, ou mesmo em escala mundial, o Lucas da equipe Raptors coleciona triunfos que olhando apenas os troféus do jogo já nem expressam mais como referência. Recordes sólidos que me fazem duvidar que ele seja até mesmo humano, dado o nível asiático dos desafios.

Brincadeiras a parte, o mais divertido é que, tanto um, quanto outro, são caras simples e acessíveis, sem estrelismos, falando despretensiosamente e com naturalidade sobre o jogo com entusiasmo e paixão. Mas antes de começar a conversa, quero destacar que antes de o conhecer pela Internet, eu havia visto um vídeo e na época nem sabia que era justamente do Lucas. Então, pra situar você, este é o primeiro vídeo que vi dele guiando:

A única razão de estar colocando este vídeo antes da entrevista é para que você, ao ler estas linhas, tenha em mente que o sujeito simples das respostas faz ouro no desafio do Vettel usando o câmbio H do volante. E que, assim como o Granfer100, estamos falando aqui de um campeão. E além da velocidade em comum, ambos são Paraná e tem a mesma idade, 26 anos.

BlogRobsonB – câmera tu costuma usar pra correr?
Raptors_Lucas – Do capô e dos relógio. Mas mais a do capô.

BlogRB – Me impressiona nos teus replays, do que vi até agora, a tocada que tu dá nos carros, é muito limpa, tu leva os pneus ao limite de quase destracionar, mas sem perder aderência, sem borracha queimando, sem fumaça, e deslizando nas curvas com muito domínio sobre a transferência de peso do carro. Transmite uma sensação de que tu faz tudo com muita facilidade… tu sempre guiou assim no Gran Turismo ou tu tem treinado esse limite ao longo do tempo no jogo?
Lucas – Cada carro é uma forma de pilotar, aí sempre tentei ir no limite de cada modelo, como cada carro reage de uma forma nos pneus, a aderência e tal, mas (no fim) tudo é só questão de treino.

BlogRB – Quanto tempo, em média, tu dedica ao Gran Turismo?
Lucas – Quando estava de feiras ficava mais tempo, umas 4 horas no dia, mas agora só jogo às vezes, sem compromisso, quando estou sem nada pra fazer. E é claro, passo dias sem jogar também.

BlogRB – Curte outros jogos ou o tempo é todo dedicado ao GT?
Lucas – Até que curto, mas o gosto por carros, pilotagem, velocidade é tão grande que não dá vontade de jogar outra coisa a não ser o Gran Turismo.

BlogRB – Além do GT5, que outros GTs tu pegou?
Lucas – Joguei somente o primeiro quando era criança. Fiquei anos sem jogar vídeo-game, mas como curto corridas e na época GT4 veio com tudo, já demostrando ser um simulador bom, eu comecei a jogar ele. Foi um excelente jogo, e por isso vim para o GT5.

BlogRB – Pelo que sei, tu usa hoje um G27, né? Jogou GT5 no controle ou foi só no volante?
Lucas – Joguei no controle também. Tenho uma platina com outra conta (lucasumu) que foi conquistada no controle, só depois comprei o G27, em 2012, e comecei a jogar no volante. Tem um vídeo meu no YouTube em que corro com um G25 o desafio do Vettel. Aquela foi a primeira experiencia no volante, mas ele não era meu, peguei emprestado de um amigo e fiquei 2 semanas só com ele antes de pegar o G27.

BlogRB – É aquele vídeo que tu destrói o desafio com câmbio manual? (e que você que está lendo deve ter visto no começo desta postagem)
Lucas – Sim, é aquele do câmbio manual, aquilo foi em 2011, como vi que me adaptei rapidamente ao volante, resolvi comprar um em 2012.

lucas g25

BlogRB – No caso, se adaptou MUITO rapidamente! Tinha experiência com carros antes disso?
Lucas – Não, só tinha a vontade mesmo de pilotar algo que seria veloz, nem que fosse em um simulador.

BlogRB – Tanto amor pela velocidade, há algum modelo que seria pra descarte na série, algum que não precisava estar lá?
Lucas – Descartar não, não gosto muito de carros lentos, mas pra atingir todos os públicos e ser bem completo é bom ter vários modelos mesmo, gostaria de acrescentar a Porsche para ver como seria no Gran Turismo a condução.

BlogRB – E os RUF?
Lucas – São bacanas, seria  bem complicado se fizessem um TT com eles, a galera iria se matar… kkkkkkk

BlogRB – Fora do GT, algum outro jogo em especial?
Lucas – Não, na verdade nem de vídeo-game não curto tanto assim. Como disse, o sangue de piloto que corre dentro de mim é que me faz jogar o simulador. (:

BlogRB – E chegou a ver os simuladores de PC? Os mais de ponta, tipo iRacing?
Lucas – Já vi só em vídeos, mas nunca joguei.

BlogRB – Perguntei ao Granfer se ele viu o Project Cars, que como eu dizia a ele, acho que pode ser o primeiro rival a altura pro GT no PS4. Viu o PCars, o que achou dele?
Lucas – Vi um vídeo, me parece ser muito interessante. Parece que vai bater GT6 nos gráficos, aí irá levar alguns jogadores da série para lá, mas os fãs fiéis de GT ficarão… rsrs

BlogRB – E o novíssimo PS4? Vai pegar na saída ou vai ficar curtindo GT6 no PS3 até sair o GT7 pro novo play?
Lucas – Nem pretendo compra-lo, pois estou bem parado com os games, vou acompanhar só GT mesmo… rsrs

BlogRB – E pilotar no mundo real, tentou algo profissionalmente?
Lucas –  Bom, só corri de kart por brincadeira, a primeira vez que corri em Santa Catarina o dono do kart já achou que eu era experiente, porque dei voltas nos meus amigos que já haviam corrido várias vezes por lá, mas nunca tentei nada por falta de oportunidade, quem sabe se o GT Academy vier a ter versão no Brasil em 2014, eu possa ingressar.

BlogRB –  Tu tem alguns recordes bem sólidos em se tratando de GT5… platinar em 2 semanas eu acho que é o maior deles de que tenho notícia, alguns outros números no currículo que queira destacar?
earth_globe_522Lucas – Pior que a platina de 2 semanas que é o meu recorde de 2011 até hoje é impressionante mesmo, eu achei que alguém iria bater meu recorde, pois sinceramente não achei o mais difícil. Foi mais difícil pra mim ficar no Top10 do ranking mundial nos eventos TT (Time Trial, o contra-relógio) por 18 vezes, sendo que em uma destas tenho que destacar uma do Nissan GT-R, que foi o record mundial e a única do mundo feita com o câmbio automático, onde muitos falavam que era impossível. E logicamente ficar em primeiro no Brasil na disputa do GT Academy de 2012 e 2013, que foi algo muito difícil também, por ter ótimos pilotos aqui no Brasil, a exemplo do Granfer e PBonelli, que sempre estão bem e, claro, muitos outros que nem citei o nome.

BlogRB –  O carro favorito do Granfer é um GT-R R35 Black Edition do GT Academy 2012, e você, qual o seu carro favorito no jogo?
Lucas – Por ter treinado muito com ele no TT e ter obtido meu melhor desempenho em um TT, meu favorito é o Nissan GT-R Black Edition do GT Academy 2012.

BlogRB –  versão normal ou tunada?
Lucas – A versão tunada.

Nissan GT-R Black Edition tuned na Piazza Duomo GT5
O GT-R mais envenenado de fábrica disponível no Gran Turismo 5!

BlogRB –  Vocês são quase unânimes com relação ao carro, me parece que o Godzilla tem uma legião de fãs! Há algum tipo de tração que mais curte no jogo?
Lucas – Por jogar em diversos carros nos TTs e tal, não tenho essa preferência amigo, pego gosto do carro na hora, independente da tração.

BlogRB – E alguma pista favorita, que dá pra passar o dia dando voltas sobre voltas sem enjoar?
Lucas – Ahh, sem dúvidas é Nürburgring Nordschleife! Favorita pra tudo!

BlogRB –  Na hora de escolher os carros nas TTs, tu vê o que os outros usaram ou tu vai por si mesmo?
Lucas – Dou uma olhadinha pra ver.

BlogRB –  E a questão das assistências do jogo?
Lucas – Os recordes são com tudo desligado pra não prender o carro na pista, então me acostumei com tudo desligado. É mais difícil no início, mas depois se acostuma.

BlogRB –  E o ABS desligado…. é possível ou é uma assistência que se faz obrigatória?
Lucas – ABS ligado, desligado é só pra quem tem muito costume de guiar assim. Eu deixo sempre ABS=1.

BlogRB –  E o novo GT6, expectativas?
Lucas – Expectativa de ser mais real em relação ao carro na pista e, claro, nos gráficos, que acho q vai melhorar mais em relação a questão da demo do GT Academy, com pistas diferentes, mais carros novos, etc…

BlogRB –  Qual a impressão do GT Academy 2013, que usa a engine do GT6, curtiu o que viu?
Lucas – Curti, achei mais real pra guiar, no inicio é complicado, mas depois de alguns treinos vai se acostumando com o carro novamente, então creio que irá melhorar muito ainda no jogo completo.

BlogRB –  Tu platinou, claro, é um dos teus recordes, mas fechou 100% de progresso também?
Lucas – Platinei 2 vezes. A primeira vez sim, fechei 100% em tudo, na segunda não, foi 97% porque foi pra tentar fazer em tempo recorde e daí fiz mais no modo B-Spec.

BlogRB –  E as provas de 24h, lembra de que carro usou para completar?
Lucas – Como joguei sozinho, usei o Red Bull X2010. Mas foi pela estratégia de correr, abrir várias voltas na frente e depois poder descansar, se não iria ser osso. Eu descansava e deixava os outros carros me passar, que depois ainda buscava de boa e descansava mais até completar a corrida.

Traseira da miniatura do Red Bull X2010 Prototype

BlogRB – Então passou as 24 horas direto, numa pegada?
Lucas – Sim, na época que fiz não existia o modo de salvar no pit, mas usei a estratégia de abrir as voltas na frente e depois deixar ligado rodando e descansar e quando os carros passavam e abriam voltas eu começa a correr, passava eles novamente e abria várias voltas e voltava a descansar mais… rsrs

BlogRB –  E a equipe Raptors? Quando entrou, como começou nela, está participando de eventos pela equipe atualmente?
Lucas – Entrei em 2012, comecei brincando em salas online, depois joguei um campeonato e ganhei (: , mas atualmente estou meio parado, nunca mais joguei lá e estou jogando bem pouco atualmente, coisa de 1, 2 vez na semana e olha lá.

***

Nessa segunda etapa, com a conta da equipe e com o volante, ele possui hoje pouco mais de 98.000 kms rodados no jogo. E, claro, pra quem quiser ver o Lucas_Raptors em ação no Gran Turismo, basta ir diretamente no canal dele no YouTube (ou procurar pela sua ID em eventos sazonais, nas classificações, em muitas dá pra ver o replay). Eu também irei compilar alguns e disponibilizar também no meu canal. Então, se liguem no YouTube (e no Facebook também!).

Depois de conversar com o GRANFER100 e com o Lucas, naturalmente meu empenho pessoal quanto ao hábito de treinar no Gran Turismo aumentou sensivelmente e até estou retomando o desafio X. E é isso que espero passar para você que está lendo. Que lhe desperte a vontade de treinar mais e se tornar um piloto virtual melhor!

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29 de agosto de 2013

Entrevista com GT_GRANFER100-PR

granfer100 avatarO cara é um dos pilotos de Gran Turismo mais rápidos do Brasil e, se você joga as sazonais de GT5, certamente você deve ter visto essa ID incontáveis vezes em eventos sazonais competitivos, mesmo os que são a nível mundial. Em uma conversa rápida, descontraída, mas resumida aqui de forma bastante objetiva, o piloto virtual de 26 anos do Paraná revelou algumas particularidades, dicas e opiniões que demonstram o grau de envolvimento com a série de simulação de corridas do PlayStation e, claro, um pouco do universo PlayStation fora da série.

BlogRobsonB – Há quanto tempo está jogando GT?
Fernando GRANFER100 – Eu jogo desde o Gran Turismo 4 (PS2), joguei a primera demo do GT no PlayStation3, o GTHD, GT ACADEMY 2010,  GT5 Prologue… faz tempo…

BlogRB – Vi que fez bons tempos no Academy 2013, que apresenta a nova engine que será usada no GT6, que achou da nova física?
GRANFER100 – A nova suspensão melhorou (a sensação de guiar). Agora ele (o carro) já não frita tanto os pneus, nas curvas a aerodinâmica melhorou um pouco, mas vamos ver no jogo inteiro como ficará.

BlogRB – No Gran Turismo 5, algum carro favorito?
GRANFER100 – Sim, o Nissan GT-R.

BlogRB – Dentre os tantos GT-Rs que tem no jogo, tem algum modelo do Nissan que seja seu favorito?
GRANFER100 – Sim, a versão R35 Black Edition do GT Academy 2012, na versão normal.

Nissan GTR Black Edition GT Academy 2012 em Cape Ring por RobsonB
O favorito do Granfer100 é realmente um dos melhores carros disponíveis no Gran Turismo 5

BlogRB – Algum modelo que seria pra descarte na série, que não precisava estar lá?
GRANFER100 – Odeio o Formula GT, (é um) carro mal feito. Agora, dos carros novos não, qualquer um tá filé!

BlogRB – Nas sazonais desta semana (29.08.2013) estarão na pista as formulas. E as F1 da Ferrari, o que acha delas?
GRANFER100 – A F2007 é filé, já a  F10 é horrível.

BlogRB – Além das duas Ferraris de F1, o Gran Turismo 5 melhorou o modo rally do jogo com eventos especiais, coisa que vem desde o GT2. O que achou destas provas (geradas aleatórias no campeonato), curte guiar fora do asfalto?
GRANFER100 – Gosto, mas discordo do rally ser melhor no GT5, eu acredito que o melhor foi o do Gran Turismo 4, era mais real.

BlogRB – O rally do GT5 foi pior, então?
GRANFER100 – Esse rally que tem no GT5 não é nem realista e nem chega aos pés do que tem no GT4. É irreal o do GT5.

BlogRB – Diante das tantas opções de carros, tem preferência por tipo de tração no jogo? Dianteira, 4×4, traseira?
GRANFER100 – Prefiro carros de motor dianteiro e tração traseira (FR).

BlogRB – E não é irônico que seu carro favorito seja um 4×4?
GRANFER100 – Verdade.

BlogRB – Das diferentes pistas do GT5, alguma especial pra correr?
GRANFER100 – Escolher uma, certeza que é Deep Forest.

BlogRB – Pelo que sei olhando os dados nas sazonais, tu joga com um Logitech G27. Chegou a jogar com o controle do play ou só no volante?
GRANFER100 – No controle foi muito pouco. O G27 é meu segundo volante, antes eu usava o Driving Force GT.

Granfer100 Cockpit

BlogRB – No seu vídeo mais recente, tu baixou o tempo no desafio do Tour que eu mesmo considero o mais chato de todos eles e um dos mais chatos do GT5, o que se tem que bater o tempo com o Alfa Romeo 8C Competizione em Eiger Nordwand. O que tu acha do 8C Competizione?
GRANFER100 – É um carro de resposta constante, porém não tem muita estabilidade não.

BlogRB – Ele me parece sair muito de traseira, não te parece isso também?
GRANFER100 – Sim, ele sai muito se não souber controlar ele da forma certa.

BlogRB – Alguma dica sua para manter o controle dele em Eiger?
GRANFER100 – Tem que deixar o motor sempre em giro alto.

BlogRB – E a série resistência, completou no A-Spec?
GRANFER100 – Fechei no modo B-Spec.

BlogRB – Falta de paciência ou de tempo pra fechar no A-Spec?
GRANFER100 – Não, paciência eu tenho, é que pra platinar o GT5 mais rápido, optei por fechar só um lado, então entre o A ou o B, eu optei pelo modo B-Spec primeiro.

BlogRB – Mas chegou a completar o A-Spec depois ou só fechou no B-Spec mesmo?
GRANFER100 – Não, eu completei sim o jogo, 100% em tudo.

BlogRB – Uau, parabéns! Então fez as provas de 24h, que achou de Le Mans e Nür no A-Spec?
GRANFER100 – São dois circuitos desafiadores, mas cheio de problemas, com muitas ondulações.

BlogRB – Se lembra dos carros que usou para completar elas?
GRANFER100 – Red Bull x2010 Prototype.

BlogRB – UHAUHAUHAUH… mas caaaaara, que apelão, hehehehehe…
GRANFER100 – kkk na época era o carro mais procurado do jogo!

Frente da miniatura do Red Bull X2010 Prototype

BlogRB – Ainda é um modelo bem raro, só ganha ao vencer o Vettel com ouro nas 3, não?
GRANFER100 – Sim, ou se você chegar no nível 35 do B-Spec, daí também ganha (um X2010).

BlogRB – Ganha o (X2010) do Vettel, não o proto.
GRANFER100 – Sim, ganha o do Vettel só. (O prototype é a versão preta dele, em fibra de carbono)

BlogRB – Dos desafios do Vettel (Desafio X), algum foi mais complicado?
GRANFER100 – Suzuka pra mim foi o mais complicado.

BlogRB – Imagino que fez eles no volante, certo? Alguma dica que se lembra pra bater Suzuka?
GRANFER100 – Sim. Sim, ser rápido kkk…

BlogRB – Ser MUITO rápido, no caso.
GRANFER100 – Isso.

BlogRB – Pergunta meio óbvia, chegou a platinar o GT5?
GRANFER100 – Sim, já platinei.

BlogRB – Algum outro game de corrida fora do campo da simulação, tipo F1 ou NFS, ou é só GT mesmo?
GRANFER100 – Tenho Need, mas não gostei, e o F1 pra mim não presta o jogo.

BlogRB – Saquei… tu é bem mais ligado em simulador mesmo… chegou a ver o Project Cars? É um simulador de próxima geração que deve desembarcar no PS4 e, talvez, no PS3. (eu não tenho certeza se terá port no PS3, mas a versão que se vê nas builds de PC, só com o PS4 mesmo)
GRANFER100 – Ainda não vi não. Gostaria de jogar iRacing, logo que comprar um PC melhor este é jogo que irei jogar ainda.

BlogRB – Bom, fica a dica de dar uma espiada no Project Cars… eu acredito que tem muito para ser o primeiro rival a altura dentro do PlayStation para quem gosta de simulação. E por falar de PCs e PS4, pretende passar pro PS4 ou vai ficar curtindo o GT6 no PS3 enquanto não sai GT pro próximo Play?
GRANFER100 – Vou ficar no PS3 com GT6. Quando sair uma outra versão para o PS4, eu compro o novo PlayStation.

BlogRB – E tu costuma jogar outros jogos? Ou a maior parte do tempo é dedicada exclusivamente ao GT mesmo?
GRANFER100 – Até tenho outros jogos, mas só jogo o GT mesmo.

BlogRB – E nos momento que está fora do universo de Gran Turismo, qual outro jogo é bom para você descansar que tu curte?
GRANFER100 – God of War (Ascension)

BlogRB – Platinou também ou está só pela diversão?
GRANFER100 – Joguei muito pouco o GoW. Você baixou a demo de GT6 (GT Academy 2013)?

BlogRB – Sim, fiquei bem colocado (posição 5.064 no regional e 60.000 e bolinha no mundial, bem colocado, logo ali na terceira arquibancada).
GRANFER100 – O (Raptors_) Lucas ficou na primeira posição no Brasil e eu sou o segundo mais rápido do Brasil na prova do 370z.

***

E pra quem quiser ver o GRANFER100 em ação no Gran Turismo, basta ir diretamente no canal dele no YouTube (ou procurar pela sua ID em eventos sazonais, nas classificações, em muitas dá pra ver o replay). Eu também irei compilar alguns (dos muitos vídeos que tenho por fazer aqui, vale dizer, incluindo uns de recordes muito legais do Lucas) e disponibilizar também no meu canal. Então, se liguem no YouTube (e no Facebook também!).

Foi muito legal essa primeira conversa com ele, que acabou virando uma entrevista por acaso. Eu mesmo só posso me considerar sortudo de conversar com estes caras e saber que eles veem meu blog, além claro, de reconhecer o empenho deles em levar a bandeira do nosso país constantemente ao lugares de topo da grade de classificações de nível mundial. Não tenho dúvidas de que é também por conta da dedicação de caras como GRANFER100 e Lucas que a série recebeu a versão brasileira do site.

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