
Tinha uma vida que não íamos no cinema, então encaramos o frio, o cansaço e partimos ver o novíssimo Carros 2 da Pixar. O filme foi bastante criticado por aí, recebeu avaliações ruins, de ser sem sal e só se manter pela ação.
Muitos cenários, nomes alterados, porém Mônaco, Londres e Tóquio são fáceis de reconhecer!
Mas na prática não o vi assim. Achei o segundo melhor que o primeiro, com o Relâmpago já estabelecido, campeão de todas as Copas Pistão (exceto pela do primeiro Carros), o filme mostra o avanço de consciência e as diferenças de Mate. O guincho é, de fato, a estrela do filme, numa inversão de papéis, o veloz carro vermelho é apenas um coadjuvante, servindo de apoio para a história…

A Pixar fez um excelente trabalho de renderização, modelagem e, como sempre, de iluminação. Este item, a iluminação, por sinal, é o que faz toda a diferença, mostrando com realce todos os detalhes, de cenários ricos. Os amantes de carros (como eu), irão passar boa parte do filme reparando nos modelos, do Honda Act Z 1970, professor vilão, os vários esportivos protótipos de Le Mans. os carros nas ruas, em especial no começo do filme, no Japão. O volume de carros nas cenas não tem aquele efeito “pessoas em forma de carro” que se tinha no primeiro filme, sendo que fora dos personagens do eixo principal e secundários de cenas, você talvez nem mesmo perceba bocas e olhos. Em muitas cenas, aliás, eles aparecem “de costas”, deixando a sua percepção como de estar vendo somente um objeto.
Esta cena não aparece durante o filme…
Carros 2 tem muita ação, é verdade, mas foi bem montado, deixando para trás muito filme do gênero. Tem boas sacadas, como o programa “Sobrevivi a um desafio japonês” no voo, o estilo James Bondiano de espionagem recheada de dispositivos, câmeras e lasers… muito provavelmente as duas maiores queixas são, se você assistiu Bolt, achará que o filme segue o caminho inverso do roteiro, mas o mesmo sentido de mensagem e, na parte final, salvo se for uma renderização extremamente perfeita, a mesclagem de cenas não geradas em computador, mas sim filmadas, de Londres, com os carros sobrepostos na imagem, o que gera algum choque com o visual do filme como um todo e que me incomodou de olhar.
Em resumo, é sim de final previsível, surpreende tanto como qualquer filme que tem foco na ação e um mocinho inocente, como Mate, porém nem por isso o filme é ruim. Aos que assistiram algum curta do Mate contando suas histórias no canal da Disney, com ele sempre envolvendo o McQueen na trama e salvando o seu melhor amigo, diria que é bem claro como o segundo filme pega este gancho e parte para uma história mais longa, sempre andando em cima deste trilho, que foge do primeiro Carros.
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– Aventura/Ação, Animação
Marcado como = Do começo ao fim, segue sem supreender ou inovar, mas ainda assim vale a pena assistir!








