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15 de outubro de 2013

#BestOfGT – Campanha do melhor de GT

#BestOfGT

Esta postagem é um tanto revival e nem é o primeiro que faço sobre os jogos da série… bom, já se passaram 15 anos desde o lançamento do primeiro Gran Turismo no PS1 e GT6 sai pra rua daqui pouco mais de um mês e meio, em (GT)6 de dezembro. A campanha oficial #BestOfGT vem justamente no sentido oposto ao novo Gran Turismo, sugerindo que retiremos um tempo para refletir sobre a história particular de cada um com a maior franquia do PlayStation até agora. E eu já falei dos 15 anos de GT aqui. E também já falei bastante do primeiro Gran Turismo na única edição publicada da Retrogamer, sobre como conheci a série.

GT1 Dodge Viper
No primeiro Gran Turismo, ninguém podia contra esse cara aí…

Em sua postagem oficial, em inglês, aqui transcrita com alguns toques meus, das minhas memórias pessoais com a série, resume bem toda essa trajetória de sucesso da série, começando em 1998 como um simulador de direção real, um que redefiniria o gênero de corrida com gráficos e direção ultra-realistas. E em cada edição o jogo melhorou sobre a sua versão anterior, com o GT2 aperfeiçoando ao limite do hardware do primeiro PlayStation e ampliando o jogo todo, com a entrada de super carros, rally e mais pistas. A velocidade máxima entrava no mapa da série no segundo título da série, bem como os modos de prova e certamente alguns dos elementos base do jogo estavam definidos.

GT in game - 1 GT in game - 2
Além do Viper, o 3000GT (GTO) e um Viper especial de 7 marchas davam a cara no GT1

Eu mesmo considerava até o lançamento do GT5, o GT2 como sendo a melhor versão de Gran Turismo já feita. É estado de arte como muitos dos jogos do PS1. Porque o jogo era amplo demais, com rally, super-carros, alguns carros únicos, como os muscle cars, o Renault Espace F1, Lotus GT1 preto, o Ford GT90 (estes dois que foram sumidos sem motivos) ou aquele Calibra de 16 mil rpms. E foi palco de algumas das pistas mais bacanas, como a de Seattle e Apricot Hill, foi também a primeira vez na série que saiu a minha amada pista de Laguna Seca, e as desaparecidas Grindelwald (que eu considerava a cara de correr com a Lotus Esprit V8), Motorsports Land (pense pro Kart de GT5, como não a colocaram de volta!) e Pikes Peak Hill Climb que ainda era de terra e que se perderam da série. Havia, ainda, a questão das personalizações e de pistas únicas do jogo. GT2 foi incrivelmente amplo e personalizável para o momento, coisas que foram resgatadas (e melhoradas) apenas em GT5. Das pistas, a PolyPhony que começou seu tour europeu em Grindelwald e vai indo em direção da Itália desde então. Em GT5 sua substituta foi Eiger Nordwand e a viagem segue nos arredores da parte montanhosa, com mais outra pista nova em folha já anunciada para o GT6.


Meu vídeo recomeçando o GT2 no PS1

É do GT2 minhas maiores lembranças da série e onde eu realmente me acertei com o jogo. Foi também num período conturbado de mudanças na minha vida pessoal. Na primeira fase, sozinho, me recordo do glorioso GT40 verde com faixas amarelas em Seattle… ou da supracitada Lotus Esprit V8 preta com aerofólio em Grindelwald… e tinha também o Calibra que aparece no vídeo acima… na segunda fase, correndo com meu amigo Douglas, me recordo de Seattle comigo guiando o Calibra Touring aspirado e ele com o Skyline R30 Sillhouette turbinado, uma disputa de gêneros, de tipos, de estilos… o DTM contra o JDM, se o Calibra comia rpms e persistia nas retomadas, posso dizer que nas 3 quadras de subida de Seattle Circuit o R30 enchia o turbo de tal modo que o alcançava… era brutal. Era algo para ser mesmo memorável.

Gran Turismo 2 - Mini Cooper Gran Turismo 2 - 1999 Subaru Impreza Rally Car WRC
Em GT2 nos presentearam com os fora de estrada e pistas memoráveis, como Pikes Peak…

Gran Turismo 2 - Pikes Peak ainda de terra Gran Turismo 2 - dragster
…que ainda era de terra e insanamente divertida, além dos carros de dragster para arrancada

Em 2001 veio Gran Turismo 3, ele foi o que menos joguei da série, porque foi num período em que eu estava longe dos consoles, então só o vi bem depois, mas ele tem a abertura mais bonita da série na minha opinião e foi o título responsável por elevar a série a novos patamares de realismo quando lançado no ainda novo PlayStation 2. Vale dizer que GT3 foi o marco que nos permitiu chegar aos GTs mais recentes, pois os modelos ganharam mais definição e o jogo recebeu mais do seu formato, em especial com o A-spec. Foi no GT3 também que se implementou o suporte ao volante, item essencial para uma série de simulação, por isso o GT3 foi o divisor de águas entre o jogo de corrida com carros reais e o simulador do PlayStation. E se por um lado se perdeu a Renault Espace F1, foi em GT3 que surgiu o primeiro carro de Formula da série.

Gran Turismo 3
Os modos de jogo são os tradicionais Arcade e GT Mode, mas agora no volante

GT3 - corrida GT3 - rally
O visual do GT3 impressiona mesmo hoje, 12 anos depois, bem desenhado

Sem receios de se lançar ao novo, o próximo passo, Gran Turismo 4, incluiu o B-Spec, permitindo ao jogador mudar da cadeira de piloto para a de gerente de prova. Recurso curioso, que permitia a troca durante prova, de modo muito dinâmico, permitindo acelerar o tempo 3x quando no modo B-Spec  e permitindo recorrer ao A-Spec quando perceber que a prova está indo pro ralo pela inoperância da IA em competir, algo que acabou se perdendo um pouco na versão seguinte, me dando um pouco de raiva e frustração no começo. Eu não sei porque, mas acabaram tornando o B-spec muito menos atrativo no GT5 que no GT4.

GT4 - abertura
Ford GT: Em razão dos centenário da Ford em 2003, somado ao atraso de 1 ano e meio do GT4

O 4 nos brindou com o primeiro Gran Turismo em FullHD (1920×1080 @ 30fps, mas entrelaçado, o 1080i), exigindo do hardware do PS2 o mesmo nível de empenho de performance extraído no GT2 com o PS1 para rodar com tanta resolução, mesmo que somente no single player – similar ao HiRes mode do primeiro. No Gran Turismo 4 foi onde começamos a brincar com o PhotoMode, que foi ainda mais aperfeiçoado no GT5 e agregou uma função a mais no jogo como simulador de fotografia (com direito a uma DSLR profissional). O mapa do modo GT dele é o mais bonito e funcional da série, uma ampliação de bom gosto do que vimos no primeiro GT, rolando com suavidade as tão numerosas opções de jogo.


Eu brincando com o G27 em Cittá di Aria do GT4 com carro stock

Ele é extremamente amplo, demorado mesmo de se terminar, e as pistas são ótimas, como El Capitan, a pista de arrancada em Las Vegas, ou até a estreita Cittá di Aria. Nenhuma delas, entretanto, faz frente com Nürburgring Nordschleife e seus 20 quilômetros, sendo Nür o maior destaque do jogo.

E não fosse isso tudo suficiente, recordemos que foi no GT4 que surgiu no leque de carros as caminhonetes. As mesmas que foram herdadas depois no GT5 como standard.

GT4 - Dodge Viper GTS '99
Ele está no jogo, mas perdeu o apelo de outrora

Neste ponto a Polyphony me parece que realmente se deu conta do seu legado e do seu futuro. Foi no GT4 que surgiu  o Formula Gran Turismo, além de alguns outros protótipos também foi nele que a série se tornou um expositor para alguns modelos e uma visão dos protótipos do futuro, como o Nike One 2022. Me pareceu, enquanto jogador, que foi neste ponto que a empresa se deu conta de investir duro em parcerias e projetos exclusivos para a série. Destes “pequenos” passos viria a bem sucedida união com a Nissan, que permitiu a passagem do mundo virtual para o real através do Nissan GT Academy. A perspectiva é de que a cada nova edição, mais prototipagem será feita dentro do jogo, em primeira mão.

GT4 - citta di aria GT4 - El Capitan

Com a melhora das conexões e uma nova interação online que era esperada ainda no GT4, Gran Turismo 5 Prologue (que eu passei os olhos muito por cima) mostrou o que esperar do futuro da série, com corridas entre pilotos reais. Em sua versão completa, Gran Turismo 5 foi realmente o melhor jogo da série até agora, e embora seja mais curto que o desejável, dá uma perspectiva real do sexto passar ele e abrir mais opções. Além das centenas de carros, o jogo incluiu gráficos 3D melhorados e uma nova engine, que exibia e segurava as pontas dos exigentes 60fps@FullHD melhor que nunca. Felicitações ao som 7.1, ao modo 3D e, acima disso tudo, a beleza estonteante do cockpit de cada carro Premium, mesmo com algumas limitações – como o marcador de combustível ser estático.

GT5 - a foto que eu queria ter feito
E esta é fácil a foto que eu queria ter feito. Ela está na contra-capa do jogo e na minha caneca!

O quinto da série também foi o primeiro a exibir danos visíveis nos carros, mesmo que de uma forma bastante acanhada. Me dá um certo orgulho platinar ele. Mas o que fez o sucesso de GT5? Só o visual não, com certeza. GT5 foi sucesso porque resgatou um pouco de tudo de melhor da série. Trouxe pistas incríveis (mesmo com as inúteis rota X ou a SSR7), abriu um mau explorado modo de expansão por DLC, em que vale um destaque especial a Spa-Francorchamps, além de aumentar o trecho de Nürburgring com o traçado GP.

Gran Turismo 5 - Spa-Francorchamps
Spa Francorchamps, certamente palco de uma ou duas provas de resistência no GT6

Retornou sucesso porque voltou as origens do GT2 em ter um carro muito apelão e invencível, como era o Escudo, na roupagem feita pelo mago Adrian Newey e sua equipe, com o nome inicial de X1, posteriormente atendendo como Red Bull X2010. O mesmo X que está no Desafio X, local que posso dizer que é um cemitério de jogadores que querem a platina de GT5 (e me custou 1030 dias para sobrepor ele). O Desafio foi o ponto de dificuldade elevada. E lado a lado com as sazonais e o online, foram o que deixaram o jogo com uma vida tão longa. A garagem, em muito herdada de GT4, deixou um pouco na mão, mas os updates contínuos ajudaram a deixar o jogo como se queria desde seu começo.

GT5 - Dodge Viper
Viper agora é Premium. Carro muito saboroso de guiar no volante com tudo desligado…


…mais ou menos assim. Com câmbio manual H, volante e tudo mais que se tem direito

Como em tudo da série, o 5 elevou os detalhes a novos níveis. Alguns, tão exagerados, que só podem ser capturados pelo PhotoMode, tamanha pequenez para se ver jogando normalmente.

Gran Turismo 5 Gran Turismo 5

Gran Turismo 5

Gran Turismo 5, para mim, remonta também 2 coisas fundamentais que eu sempre senti falta em jogos de corrida, salvo uns poucos antes de 2010, que é a chuva, mesmo muito limitada pela capacidade de hardware do PS3, mas ainda assim muito bonita de se ver e jogar e, ainda mais fundamental, o ciclo dia/noite em algumas pistas, tornando as provas de 24 horas ótimas e o contexto das pistas muito menos estático e entediante. Foi por essas que com o amigo Augusto fechei as 24 horas de Le Mans 2x, antes de poder salvar no pit-stop, correndo 24 horas sem parar.


E no resumo dá pra ver o clima de algumas horas de prova rolando

Com tanto conteúdo, os fãs tem seus próprios carros, pistas e memórias favoritas. Quem sabe a volta perfeita no GT2 – ou não tão perfeita, como a que perdi um ouro por 0,001s –, ou a primeira vitória online no GT5 prologue, ou aquela manobra de ultrapassagem no ano passado que vocês ainda conta aos seus amigos – Douglas que o diga na Eiger em uma disputa com as Kombis. O Gran Turismo nos convida a compartilhar no twitter e facebook os momentos #BestOfGT e quem sabe você poderia estar no próximo vídeo “Best of

Gran Turismo 6
Luzes e sombras muito mais suaves e realistas, com efeito glow antes limitado no GT5

Enquanto isso, GT6 é posto para criar uma série de novas memórias “O Melhor de Gran Turismo”. Com um novo modelo de física, a aerodinâmica melhorada, simulação de suspensão e pneus e uma renderização ainda mais realista – agora modular e baseada em software, não mais em hardware como em GT5 –, este será o melhor Gran Turismo já feito e sem dúvidas é a caixa para todos os GTs que vierem depois disso. O jogo poderá ser seu no dia 6 de dezembro de 2013, e você pode fazer sua pre-order agora para colocar em mãos alguns bônus in-game exclusivos, o que infelizmente tira muito da diversão do Gran Turismo, que é a dificuldade de subir na série logo em seu início – e meu GT5, no primeiro mês, não viu acesso a Internet.

O GT esquecido pela PD

Gran Turismo PSP
Simplesmente “Gran Turismo”, a versão do PSP era para ser uma extensão do GT4

O Gran Turismo do PSP só serviu para provar uma coisa: ele não tem condições de ir para o portátil como simulador, somente como arcade. E o público alvo da série vai rejeitar e achar ele muito ruim. Hoje, para tirar proveito da série, somente com o volante e no console de mesa, antes disso somente relançando como classic o Gran Turismo 2. E tanto o jogo foi fraco, que a Polyphony sequer lançou uma continuação.





2 comentários

Faça seu comentário! »

    Bela matéria, GT2 certamente foi o melhor dos GT…

    Comentário by Vitor Correia — 15 de outubro de 2013 @ 22:47 PM



    Gostei, pra mim o que mais marcou foi o GT4, o que mais avancei e tive mais carros (jogo até hoje). Ótima matéria, parabéns!

    Comentário by Lamborghinista — 17 de outubro de 2013 @ 23:44 PM



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