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30 de setembro de 2013

Platinei o meu Gran Turismo 5

Troféu de Platina do GT5!!

Foram necessário, segundo cálculos, exatos 1030 dias para eu obter o Gold Standard, logo abaixo. O mesmo que o Lucas fez em inacreditáveis 14 dias, mas que como ele mesmo disse, o que vale são os 100%. Rodei mais de 132 mil quilômetros nesse período, somente nessa conta. Aliás, se o MyPSt estivesse funcionando, eu arrebataria o troféu tartaruga do site (visto que hoje o último a platinar com maior tempo de jogo foi de “apenas” 1017 dias). Mas, claro, eu teria terminado muito antes se fosse humanamente possível concluir o Desafio X sem ter de decorar o traçado, apelar em trechos obscuros e fazer voltas sobre voltas sobre voltas… o processo de dominar o Red Bull X2010 foi lento. É algo um tanto lento até ter bastante segurança e se aventurar em alta velocidade nas curvas, mergulhando nelas com a certeza de estar fazendo tudo certo e saindo como esperado do outro lado. Tive ainda que migrar do controle pro volante que acabou comendo algum tempo em prática, mas tudo certo, hoje acredito que não sei nem mais jogar com o DualShock 3 (DS3).

E isso tudo bem a tempo de começar a próxima etapa, diretamente no GT6, onde espero fazer de ponta a ponta no volante e com a visão de cockpit.

O troféu padrão dourado

De todas as provas do jogo, posso dizer com tranquilidade que o único desafio que realmente compromete a platina e a torna tão difícil é o Desafio X. O único troféu de ouro de Gran Turismo 5 se resume a bater as 3 provas contra o campeão de F1, todas as demais são muito mais fáceis de obter êxito, talvez sentindo um pouco a dificuldade no Tour, em especial na Eiger. Dizer do campeão de F1, por sinal, que não faz o tempo de ouro, mas sim mais ou menos o de prata pelo que estudei assistindo ele guiar (oh sim, fiz o dever de casa). Porém, Vettel faz voltas limpas, sem derreter os pneus pelo peso do deslocamento horizontal e os brutais mais de 7G de aceleração, enquanto eu (e, bem, quase todos que querem andar rápido com o X2010) levam a aderência do X2010 além do limite, deixando um rastro de borracha por onde passam.

RobsonB arrastando o x2010 pela curva em Grand Valley
Esta imagem acima é a que uso como wallpaper no meu celular

Sem o Vettel no jogo e sem uma pressa absurda, a data da platina teria sido 1 de março de 2012 (muito antes de LBP, minha primeira platina), quando concluí a série resistência no modo A-Spec. Em junho do ano passado fiz o 100% de carreira (o A-Spec + B-Spec totalmente completados). De lá pra cá meu GT5 se resumiu a sazonais e guiar por prazer, já que a conexão não me ajudou a competir online. Foi apenas recentemente, neste último mês, com o contato que tive com uma galera dias atrás, que fui meter a cara novamente no X2010 com vontade de realmente sobrepor as duas provas do Desafio X que restavam para serem dominadas. Monza, a primeira superada, eu havia completado em março do ano passado, usando o controle ainda!

Minhas marcas

Gold, gold, gold...

Durante mais de um ano e meio essa janelinha estava com bronze, ouro, bronze, respectivamente. Olhando agora vejo que o conjunto de pistas envolve explorar características distintas do carro, então cada uma é um aprendizado e um lado diferente do Red Bull X2010. Das 3, Monza é a mais fácil para quem for começar e foi onde completei primeiro, nela a ideia a passar as curvas reduzindo o mínimo possível. Dela, parti para o primeiro desafio da lista, onde se aprende mais sobre não subir na zebra com o X2010 e sobre impor a aceleração horizontal do carro com o uso do freio, um truque curioso que permite fazer curvas com uma velocidade que você mesmo acredita que não vai dar certo. Por fim, Suzuka, onde a parte mais chata foi justamente a primeira metade e se aprende a dosar o acelerador para manter o ritmo alto. Isso, claro, olhando por cima… na prática envolve, infelizmente, flertar com a sorte e abusar dos limites da pista, decorando onde o carro passa, de onde ele não passa.

Para obter êxito, meu ajuste de assistência escolhida foi:

Ajuste que deu certo com o Logitech G27

Você, muito possivelmente, deve ter estranhado essa combinação. É até normal estar com a força de recuperação de derrapagem ligada, porque ela aumenta a aderência quando o carro começa a escapar, mas a direção ativa setada como forte é um pouco incomum. Acontece que no controle se torna mesmo um problema, visto que muitas das manobras acabam se tornando ainda mais lentas/limitadas, um efeito indesejável quando se leva o X2010 ao limite, mas no volante guiando o Red Bull com concentração alta ela me permitiu abusar mais dos mergulhos nas curvas sem que o carro se desgovernasse. Em resumo, a direção do X2010 é fazer as curvas com ele colado no chão e só atacar zebras/desníveis com ele andando reto. Nessa condição, você pode fazer praticamente o que quiser com ele, na velocidade que puder…

Desafio 1: Nürburgring GP/F

Ouro Nürburgring

Nürburgring GP/F foi, na verdade, minha segunda parada. Nela foi que aprendi sobre a arte de levar o X2010 ao seu limite… ou ao meu limite, já que cada vez que freava mais ou fora do local certo, percebia a perda de tempo como se fossem vários segundos inteiros… em Nur percebi o quão crucial é a sensibilidade no uso do acelerador (várias destas curvas se resumem a soltar meio acelerador, virar e acelerar novamente) e na troca de acelerador/freio em combinação com o girar do volante, de forma muito sincronizada. São detalhes, mas são estes detalhes que denotam um tempo cada vez mais baixo de um cada vez mais alto. É preciso estar em sintonia com o carro, mais que com qualquer outro disponível no jogo. E é nesse ponto que o volante mostra estar um degrau acima que o DS3, tudo lhe leva a ter mais precisão a cada volta. O resultado é natural, quanto mais tempo guiando, mais perto de dominar o carro você está.

Gosto do percurso. O ponto chave nessa pista é frear tardiamente, com mais força, e então deixar o acelerador do X2010 trabalhar a saída da curva. O local mais complicado é o S bem ao final, mas do mesmo modo que em Monza ele é coberto e é possível atropelar os caixotes se fizer a primeira perna da curva a exatos 45°, com a lateral direita do carro passando rente com a barreira. Deste modo, ele não salta a zebra… a curva seguinte, a última da volta, exige uma freada mais forte, manter a velocidade e então sair acelerando (e não a tentação de fazer o oposto disso, se não ele abre a curva e você perde em velocidade final)

Desafio 2: Monza

O desafio em Monza, óbvio, não refiz no volante. Ficou o desafio completado no DualShock 3 um ano e meio atrás, com um vídeo tão idoso tanto:

Também não regravarei o replay dessa volta com a placa de captura, porque se não ficam 2 vídeos no canal do Youtube.

Ouro em Monza

Há, claro, a outra ponta, o volante remove assistências que no controle só atrapalham a tocada com o X2010 (e a FGT/F1). Isso no começo é um problema, mas depois facilita muito a vida de quem está correndo com o G27 em relação a quem corre no DualShock3. Monza, por si, se resume em 4 passagens: a primeira, logo na saída, basta vir por fora, cortar a primeira perna do S e atalhar. No segundo S, atalhe também, reduzindo o mínimo possível… no balão, pelo controle é mais complicado, se resume a primeira entrada para a esquerda, se fizer ela certa, e manter o timing, faz o zigue-zague sem transtornos (no controle esse ponto é o pior, porque demora mais para o carro centrar e então virar pro lado oposto)… e por fim, a cereja do bolo na pista, a última curva começa mais fechada e então se abre, basta entrar rasgando e deixar o acelerador resolver a saída. A mais curta e veloz das 3 provas.

Desafio 3: Suzuka

Ouro Suzuka

Última etapa, último desafio, minha última prova do GT5. Suzuka. Não poderia haver palco mais desejável na série. Tenho um sério problema com o ponto ao centro do mapa, onde há duas curvas para a direita após o slalom da primeira etapa. A parte do zigue-zague no volante exige que você maneire no uso do acelerador, a vontade é andar com o pé embaixo, mas é mais prático dosar entre 50% e 75% do acelerador, com leves aceleradas de pé cheio nesse trecho. O x2010 transpõe muito bem a primeira curva e consegue segurar/ter força G lateral suficiente para sair da segunda curva. O S antes da última curva tem uma falha e é o único ponto que permite atalhar, mas exige uma precisão bem alta. Basta ir pela direita, onde tem um aviso de baixar a velocidade, note que há uma faixa de asfalto, é possível cortar por ela ao invés de fazer o S, com uma velocidade moderada. As curvas em Suzuka são quase todas longas, então nesse percurso o volante dá uma precisão maior que o controle em manter o ângulo desejado sem balançar o carro.

E é claro, tentando ir um passo além do habitual, se prepare para ver muito a mensagem de desqualificado.

Desqualificado

Ela é insuportável quando se guia no controle, porque significa que se ficará 10s aguardando o reinício da prova nos boxes. Mas quando se está no volante, esses 10s são revigorantes. E se fosse dar um conselho para tentar, seria faça tudo consciente e com calma. O sangue frio é premissa para aguardar o momento certo.

Telas finais de GT5

Tela final

Com o jogo totalmente completo, meu perfil está como na imagem acima. Como não é uma imagem que se conquista todos os dias, a que compartilhei no meu perfil pessoal do face foi esta:

100 por cento

Entre as que conquistei, certamente a que me dá mais orgulho enquanto jogador é a de Gran Turismo 5. Só o troféu de ouro+platina me fez subir 20% no nível 11 da PSN. Mas não por isso, a razão da satisfação em ter concluído GT5 reside no fato de que comprei o PlayStation para jogar este jogo. Comprei o volante também, tudo em nome da imersão com o jogo de corrida… jogo de corrida não! Simulador! Embora eu resguarde meu interesse em vários jogos, como se percebe pela tela abaixo do meu perfil, realmente, de lançamentos em 2013 meus olhos só estão brilhando pelo Gran Turismo 6 mesmo. Tudo isso é apenas um ensaio para o próximo GT.

platinas

E é claro, ao findar com ouro o desafio do Vettel, vai para a garagem (e eu compartilhei com os amigos na rede) se recebe o exclusivíssimo Red Bull X2010 Prototype!

O último carro do jogo

Red Bull X2010 Prototype

Embora o modelo do Vettel e o que tem a venda, que se consegue com 3 pratas no Desafio X, tenham mais PP que este.

O que me aguarda

Espero que GT6 copie, sim, coisas interessantes de outros jogos, vide o primeiro Grid com pontuação extra pela dificuldade. Seria justo para que corre com visão de cockpit receber uns créditos extras (já que se sabe que não haverá mais lv no próximo Gran Turismo). Enquanto isso, estou recuperando outras coisas que ficaram paradas no blog. Entre elas, uma em especial, que remete a essa imagem:

Mercedes-Benz SLR McLaren

Umas voltas com os carros em stock, tentando replicar o ambiente do carro (tipo de marcha, por exemplo, e posição) para eu jogar. Por hora, como a vida anda muito corrida (sem trocadilhos com o jogo), não prometo nada além de me divertir… e o blog, bom, não sei se mudo de endereço ou se deixo como está. Recentemente adquiri o domínio granturismo.blog.br (pode acessar sempre no seu navegador) que se tornou um apontador para o blog.robsonb.com.br.





1 comentário

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    […] danos visíveis nos carros, mesmo que de uma forma bastante acanhada. Me dá um certo orgulho platinar ele. Mas o que fez o sucesso de GT5? Só o visual não, com certeza. GT5 foi sucesso porque resgatou um […]

    Pingback by Blog RobsonB » #BestOfGT – Campanha do melhor de GT — 15 de outubro de 2013 @ 14:27 PM



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