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27 de dezembro de 2012

Diário de piloto: Migro pro G27 | Prólogo

Gran Turismo 4

Em 2007, mais ou menos, eu comecei a jogar Gran Turismo 4. Foi um processo tardio, já que o jogo é de 2005 e eu tinha passado os anos anteriores no PS1 e no PC, especialmente após 2005 quando fiz uma boa troca de máquina. Até ali eu jogava usando as tais setinhas, o famoso controle digital do DualShock, mas no GT4 correr com essas setas é uma tarefa mais complicada e eu me impus aprender a jogar com o analógico. O velho aqui deixou o hábito de outrora, dos anos de Top Gear, e era o momento para migrar.

Top Gear 1 - pitstop
Ahh Top Gear, a época de ouro do Super Nintendo não teria sido tão marcante sem você!

Levei um tempo até me acostumar com essa sensibilidade que hoje é rotineira de apenas mover os dedos e não mais o pressionar botões, embora ainda jogue com as setas nos jogos mais antigos (e no Dingoo e, ainda mais recentemente, em alguns títulos do PSP). Indo mais ao começo, eu comecei a jogar videogame quando ainda se usava manche, aquelas alavancas no melhor estilo do Atari ou Dynavision, que foi de onde surgiu o termo joySTICK. Dali não muito tempo, pra mim, o joyPAD se tornaria o padrão com a Nintendo e demais dos 8/16 bits e é nesse ponto da história que eu entro de verdade. Eram os anos ’90 e foram muitas horas de jogo usando as famosas setas, pressionando botões para movimentar e a ideia de migrar para o analógico exigiu algum esforço que com o passar do tempo e ganho de prática se tornou inconsciente.

D-Pad do DualShock 3

Passados 3 anos é chegado 2010, o aguardado Gran Turismo 5 desembarca aqui. Não achei tão complicado no DualShock 3 (DS3), pois eu já vinha acostumado do controle e desde o momento que peguei o PS3 em 2009 já parti usando ele por padrão… e o GT5 foi tão fácil de dominar, a aderência dos pneus é infinitamente superior ao que se encontra no jogo anterior do PlayStation 2, o resultado foi ouro atrás de ouro até esbarrar no desafio do Sebastian Vettel e encalhar de vez onde estou até hoje (100% de progresso e 91% dos troféus). Desafio que eleva os problemas do controle para além do suportável, onde a lentidão de resposta se torna evidente e o único modo é decorar e antecipar o movimento do carro ao nível asiático de dificuldade. Se provou não ser algo pra mim. Ainda assim, consegui o ouro com o DS3 em Monza:

O meu G27

Logitech G27

Por razões adversas (falta de grana mesmo) demorei a comprar o volante, pois coloquei na cabeça que teria de ser o G27. Quando o Ricardo comprou o dele fiquei muito feliz pelo amigo, do mesmo modo que quando o Augusto pegou o dele num ótimo negócio, completo com cockpit, fiquei entusiasmado com a ideia de todos correrem GT5 com o volante. É sobre isso que se trata simuladores afinal, certo?! O tempo passou, Guto acabou passando aos FPS e o Ricardo decidiu se desfazer do seu G27 por conta do espaço… e foi aí que eu entrei, comprei o G27 do Ricardo. E, assim, agora me vejo migrando novamente, mas para o volante Logitech G27.

RobsonB's G27
Meu Logitech G27, não sei como jogava sem você, não mesmo, sem você não tem mais graça

Optei por não usar suporte, pois ele se fixou tão bem na mesa que desconsidero totalmente a compra do cockpit e hoje penso no máximo em comprar uma cadeira sem rodinhas para jogar. Casou que foi bem no momento que eu ingressei na equipe GGT (ou por conta da equipe me motivei a pegar o volante de vez, tanto faz, foi a fome com a vontade de comer, como dizem), felizmente para o meu aprendizado com ele, G27, recentemente fiz minha conta como piloto da equipe – GGT_RobsonB – e estou escalando nela usando só o volante. Não é apenas mudar de usar os dedos para o volante em si, mas percebi peculiaridades e vantagens para ambos os lados e preciso aprender a lidar com isso em profundidade.

As assistências do DualShock 3

Como engana jogar no DS3, pois ele apresenta algumas facilidades (assistências ocultas). Elas não são explícitas e nem podem ser desativadas, mas em algumas provas ou determinados tipos de carro se tornam evidentes onde no jogo se está manipulando a entrada para tornar possível um controle linear de quem está no DS3. E o GT5 faz isso tão bem, que acaba dando uma certa vantagem a quem está no controle, de modo casual, contra quem está no volante. Pior, sem isso, seria impossível jogar no controle.

Controle Dualshock 3
Não é o DualShock3 que manipula, mas sim o próprio Gran Turismo 5

Fazer provas de rally no DualShock lhe garante uma dócil massagem, já que a irregularidade do terreno se resume a vibração que não incomoda, enquanto que no G27 você precisa firmar o volante para segurar os coices que o solo desfere contra os pneus por meio do force feedback. Mas não só isso, a assistência secundária do DS3 faz o carro estranhamente seguir sempre em linha reta, assim o piloto no controle não precisa nem mesmo corrigir constantemente o traçado em alta velocidade, pois isso acontece sozinho! E então faz com que no rally o controle tenha uma vantagem enorme frente o G27, não tendo dificuldade nenhuma, longe da realidade de quem está num volante sem o recurso automatizado.

Rally do Gran Turismo 5
Arrisque fazer as provas de rally no DS3 e depois faça no volante se puder para ver a diferença

Outra assistência dessas que observei está no controle de esterçamento. Isso ocorre de duas formas, primeiro ao curvar e retornar a posição central, mesmo que seja feito de maneira brusca no analógico, responde sempre com suavidade (independente do ajuste de sensibilidade estar em 7 ou -2). Durante as provas com o Red Bull qualquer um que jogue com ambos, G27 e DS3, irá perceber que há um delay no controle que somente na altíssima velocidade do X2010 (ou F1/FGT) fica bem clara, em especial nas seções onde tem ziguezague. O DS3 suaviza o esterçamento, mas isso custa tempo de resposta precioso que na pressão do desafio se torna um problema. Sem o auxílio no G27, se torna possível cruzar esses trechos cortando de um lado ao outro, onde apenas a velocidade do piloto em girar o volante é o limite. Isso permite outra coisa curiosa, o de perder aderência em velocidade e seguir reto com o volante totalmente virado para um lado, enquanto que no DS3 isso é muito difícil de se fazer – como o esterçamento é feito mais devagar, o peso do carro é transferido mais lentamente e isso aumenta potencialmente a resposta dos pneus.

RobsonB arrastando o x2010 pela curva em Grand Valley
O ponto crítico é a entrada, após isso em ambos o contorno se dá de maneira “normal”

A segunda assistência é sobre o quanto o carro pode esterçar no controle. É estranho quando se percebe isso, mas o fato de colocar o analógico totalmente para um lado durante uma corrida no controle, não fará com que ele vire totalmente. Sobre isso está o limite de velocidade no momento, quanto maior a velocidade menos o carro vai virar em relação ao seu limite. Essa assistência adicional é o que torna impossível a quem joga no DS3 gostar das provas da Formula GT e do desafio do Vettel. No caso do Desafio X, o carro permite fazer as curvas com máxima velocidade, fritando pneu enquanto se gira o volante… obter bronze é muito muito fácil com o G27, mas no controle ele sai de frente e demora a virar, pois a velocidade impede o DS3 de virar o quanto o piloto deseja naquele momento, limitando a curva, e é isso que faz o carro sair de frente e assim seja necessário frear mais ou antecipar o movimento o suficiente para garantir o movimento fluído e a resposta no tempo adequado (e certamente mais lento do que o momento exigiria, assim, antecipar na verdade apenas sincroniza o movimento que o carro está fazendo na pista).

forçando as curvas no controle
A primeira curva fechada de Laguna Seca, no controle, se percebe bem isso de não virar tudo

Com o passar do tempo, essa antecipação fica no inconsciente e é exatamente por isso que quem joga no controle, ao pegar o G27 (ou outro volante) vai sentir que o carro “responde na hora”. Bom, na verdade, é o DualShock 3 que responde depois… mas é compreensível, seria realmente complicado fazer ajustes pequenos numa faixa de espaço de milímetros com o dedão e sem essas assistências muito provavelmente um piloto jamais tocaria as laterais de onde o analógico está.

Daqui pra frente, no G27

Não tenho a pretensão de correr tudo de novo no GT5, embora ainda mantenha o desejo de platinar (e o farei na conta R4-RobsonB assim que dominar o desafio do Vettel), mas hoje o Gran Turismo 5 representa mais esse movimento de migração e aprendizado que meu foco no jogo em si, meu rendimento que inicialmente era uns 20% menor no volante hoje está quase que 1/1, sendo que em Tsukuba já estou mais rápido no volante, mas no geral estou na prata e em retomada de controle com bronze. Não corri mais no controle desde novembro de 2012 e tenho melhorado meu rendimento fazendo as carteiras e experimentando as várias opções que o jogo dispõe, como nos eventos especiais, tentando aprender mais sobre essa arte que é pilotar no Automobilismo Virtual.

Com o kart, por exemplo, aprendi a usar o freio com o acelerador para manter o controle enquanto freio, mas sem perder toda velocidade. Com isso foi possível bater o desafio sazonal de fim de ano contra-relógio do Corvette C7:

E, embora desde setembro eu queira escrever sobre esse diário, me parece que só agora estou conseguindo alinhar meu tempo com o esporte virtual. O 2012 foi um ano que este espaço se centrou no GT5 e para 2013 eu quero continuar esse trabalho, com mais curiosidades (agora indo cada vez mais a fundo mesmo), mais experiências e, quem sabe, mais informações técnicas sobre o mundo de Gran Turismo. O que eu aprender, irei compartilhar.





11 comentários

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    Interessante vc relembrar a migração da cruz direcional para o analógico. rsrs… Já tinha me esquecido disto.

    Suas comparações entre controle e volante foram muito interessantes. São 2 universos diferentes e isto gera um assunto muito polemico. Mas seja o que for… jogar de volante proporciona um prazer unico.. e depois que o experimenta, o controle passa a ser parte de um passado que não voltará. rs

    Belo artigo. 😉

    Comentário by Will — 28 de dezembro de 2012 @ 17:45 PM



    Valeu Will, e nas provas mais fracas estou começando a usar o câmbio H do G27… é algo indescritível!

    Comentário by RobsonB — 30 de dezembro de 2012 @ 12:19 PM



    Olá, belo post. Nunca fui um ás mesmo no DS3 e agora estou começando a me aventurar no volante. Meus tempos que já não eram tão bons agora estão horríveis, é normal? Tem como a gente aprender a pilotar? Dicas? Obrigado.

    Comentário by Nickneo — 29 de julho de 2013 @ 20:22 PM



    É normal piorar o tempo num primeiro momento. Eu mesmo avaliei que minhas voltas inicialmente eram 20% mais lentas no começo… como eu dirijo todos os dias de verdade, notei alguns bloqueios meus que refletem na forma de dirigir no jogo no volante em relação ao DS3. Minha dica a quem quer passar pro volante é fazer tudo com suavidade e ir pressionando as curvas com o tempo. De cara, segurar o carro é algo fora do normal no volante, porque exige um hábito, velocidade e precisão que não se tem no primeiro momento. Te digo que mesmo hoje eu não consigo fazer algumas coisas que eu fazia com o controle, mas mesmo assim, o prazer de guiar no volante com o câmbio H é algo que o controle nunca me deu.

    Comentário by RobsonB — 30 de julho de 2013 @ 07:24 AM



    Obrigado pela resposta! Realmente o prazer é incomparável, o que até instiga a treinar. Vou tentar não melhorar o tempo e aceitar essa "piora" por enquanto. Obrigado

    Comentário by Nickneo — 31 de julho de 2013 @ 20:42 PM



    […] a minha experiência pessoal e a transição com o Logitech foi um pouco difícil, mais que do digital pro analógico… e se no controle eu era agressividade pura, e mesmo assim fiz uma volta de ouro em Monza, no […]

    Pingback by Blog RobsonB » Diário: Treinando o Desafio X — 18 de setembro de 2013 @ 10:47 AM



    […] com a certeza de estar fazendo tudo certo e saindo como esperado do outro lado. Tive ainda que migrar do controle pro volante que acabou comendo algum tempo em prática, mas tudo certo, hoje acredito que não sei nem mais […]

    Pingback by Blog RobsonB » Platinei o meu Gran Turismo 5 — 30 de setembro de 2013 @ 23:46 PM



    Troquei o controle para um g27 a pouco, e realmente o desespero bate quando você ve seus próprios tempos sendo mioto maiores que antes, espero que essa fase passe logo, agradeço pelas palavras no post, pois me confortou bastante kkkk

    Comentário by Tiago Almeida — 9 de julho de 2014 @ 18:47 PM



    Essa fase passa. E não é pouco, é uma troca sem volta. 😀

    Comentário by RobsonB — 14 de julho de 2014 @ 00:23 AM



    Queria saber se tem como jogar o gran turismo 4 do ps2 com o cambio em h??

    Comentário by william — 3 de agosto de 2015 @ 21:56 PM



    Que eu me recorde, não. O suporte ao G27 é um pouco limitado.

    Comentário by RobsonB — 10 de agosto de 2015 @ 08:13 AM



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