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5 de setembro de 2011

Uma fábula moderna

Hoje irei fugir do padrão do blog. O assunto é sério, um pouco delicado e irei retratar em forma de conto.

m um reino encantado havia duas empresas de transporte que sempre brigavam. Para por fim a eterna briga, o rei decidiu dividir o reino em duas partes, para que cada uma delas atendesse uma metade e não conflitassem mais. A decisão favoreceu apenas as empresas e a plebe ficou a margem da situação, arcando com o pagamento de duas passagens quando precisasse atravessar os vilarejos dentro do reino sem seus próprios meios de locomoção.

 

De um lado…

No sul, usando o azul e amarelo no seu brasão, a cavalaria do Seu Antônio sempre mantinha os belos corcéis alinhados, com a maioria das carruagens mais confortáveis e modernas, mas com uma cobertura que reservava 80% da frota a cobrir um único vilarejo do reino. De fato, era uma lógica não muito realista, acontecia muito de quando uma carruagem passar com um determinado destino, outra com o mesmo destino chegar em seguida e, às vezes, até uma terceira fazendo a mesma rota. Ninguém entende o motivo disso, mas Seu Antônio continua assim com o passar dos séculos… o serviço fica ineficiente e, apesar das boas condições das carruagens, elas eram menos numerosas que as que estavam na outra metade, as do…

No norte, usando em seu brasão o vermelho e o marrom, Lento Transportes via a vida passar devagar, como o próprio nome sugere. Carruagens mais simples e super lotadas nos momentos de pico entre vilarejos populosos do reino, a direção sempre chorando ao rei que a passagem não dava pra arcar com o custo da alimentação dos cavalos, e exigia dos cocheiros também ser o tratador dos cavalos e até se desconfia também que eles mesmos sejam responsáveis pela limpeza da frota.

O rei, mesmo vendo a insatisfação da população, quase nada fez para que a plebe tivesse seu direito de ir e vir assegurado. Esbanjava aos outros reinos a riqueza que dispunha, alegando que sua plebe era de nobre classe. Com as riquezas do reino aumentando, Seu Antônio e Lento Transportes começaram a investir no segmento de carruagens de luxo, para transportes entre reinos, garantindo até mesmo uma certa exclusividade obscura na saída dos desafortunados moradores deste reino para outras terras, para que fossem levados em suas belas carruagens.

Todos os anos o rei implementa algum novo decreto a ser adotado pelos transportadores, o que acompanha mais choro e o aumento da tarifa para uso das carruagens. E quem precisa atravessar a cidade, como ficaria?! Daria suas poucas moedas de prata em troca da curta viagem na carruagem?! Não, o resultado da deficiência do transporte público do reino resultou na venda de cavalos e pequenas carruagens particulares. As charretes 1.0 se tornaram moda. E assim, o rei tem mais trabalho para criar novos decretos para solucionar os problemas do trânsito do reino, que crescem junto com os alarmantes números de transporte particular.

Outrora, o que deveria ser a solução de um problema comum, o transporte público, acabou se tornando um problema ainda maior, de preço elevado e menos funcional. E agora, o que o rei fará? Aumentará as taxas e impostos? Dificultará a compra de cavalos, carruagens e charretes por parte da plebe, mantendo esse direito apenas aos nobres? Unificará o reino e os vilarejos de norte a sul, leste a oeste, obrigando Seu Antônio e Lento Transportes a oferecer acesso a plebe de atravessar os vilarejos sem ter de pagar duas vezes por isso? Difíceis decisões aguardam o rei, que parece estar sempre mais preocupado em polir sua coroa e apreciar os frutos da terra, talvez vislumbrando um futuro de riquezas inimagináveis.

O reino segue, a plebe trabalha arduamente, sob sol e chuva, e já não aceita mais arcar com o custo que os nobres da Seu Antônio e Lento Transportes impõem, com valores acima da média dos reinos vizinhos. A mim, o destino segue claro, muitas batalhas por vir, resignado em ser como um rebelde, de semblante isolado, vivendo minhas próprias lutas diárias, com o anseio de escapar das garras do transporte público. O mesmo transporte que possui mais defeitos e que nem enumerei aqui… planejando fazer como o rei e os nobres, ter meu meio de locomoção. E os valores praticados, até quando?!





1 comentário

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    […] dias atrás brinquei com uma fábula moderna, contando minha experiência como usuário do transporte coletivo de Bento. Uso o serviço de ambas […]

    Pingback by Blog RobsonB » Pessoas muito espaçosas… — 26 de setembro de 2011 @ 11:37 AM



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