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12 de agosto de 2011

Minha vida com o Dingoo

Dingoo
E é muito melhor que isso olhando na tela dele, acredite

Minha postagem anterior sobre Dingoo foi na véspera da chegada do meu primeiro portátil. Como retrogamer fiquei muito feliz com a aquisição e o recomendo abertamente aos que se sentem a vontade com o uso de emuladores e curtem os jogos das antigas.


Pequeno, mas não tanto. Botões firmes e confortáveis somado a tela generosa agradam o jogador

Como esperado, a rodar jogos de 16/32 bits é sofrido com os emuladores de fábrica, mas CPS1 e GBA são 100%. Isso é especial no meu caso, pois tive pouco contato com a Nintendo pós-SNES(acompanhando um pouco da trajetória do Nintendo 64) e estou aproveitando algumas velharias interessantes refeitas para o portátil Advanced de 5~10 anos atrás. Concluí nesse período entre a postagem anterior e esta o Super Mario World Advanced (obtendo as clássicas 96 saídas) e o primeiro Donkey Kong Country. Remakes do SNES com alguns extras e alguns cortes. Embora o 3D seja bem pobre, os jogos de plataforma continuam sendo irresistíveis.

Rodando o sistema original dele – Dingoo OS nativo

Eu ainda não estou usando o Dingux, logo, não estou aproveitando os emuladores melhorados do pinguim. O único motivo disso é o fato de eu ainda não ter um cartão SD pra ele. O que também não é tão grave quanto soa nos fóruns das comunidades do Dingoo, visto que jogo bastante o Game Boy Advanced, NES, Master System e a CPS1 (os famosíssimos fliperamas do começo dos anos 1990), e ele rodou sem conversão filmes em RMVB sem queda alguma de velocidade, reproduz música de forma incrível o dia todo e possui um vasto arsenal de emuladores já atualizados por packs feitos pro sistema nativo do Dingoo.


Ótimos ajustes sonoros, com simulação de ambiente e equalização afinada

Ele veio com fones do tipo que se coloca dentro do ouvido com pontas de silicone, o que oferece excelente isolamento externo de ruídos, mas que eu acho muito desconfortável. Para tal, adquiri a parte um fone pequeno da Philips com reforço de graves muito parecido com os que os que acompanham os celulares. Minha primeira observação é que um fone bom melhora o volume do Dingoo de maneira considerável. Enquanto esperava a chegada do fone da Philips, usei um xing-ling que perdeu lá uns 40% do volume da saída.

A distribuição dos menus segue a aparência da XMB da Sony. Como tenho um PS3, navegar nos menus do Dingoo é quase instintivo e o acho eficiente.

O hardware

Se no sistema ele plagiou a Sony, no hardware ele copiou a parte inferior do Nintendo DS. E tenho que confessar, as proporções e os botões são ótimos. Embora portátil, a CPU de 360MHz (400MHz MIPS em downclock) faz um trabalho excelente. Mas nem tudo são flores, há algumas particularidades sobre ele que podem incomodar um pouco.


Defeito bobo e grave, ao mesmo tempo, deixarem a saída de fones de ouvido na lateral direita

A primeira coisa é usar os fones para jogar, o que pode ser complicado, especialmente se o plug não for do tipo “L”, o que vai acabar atrapalhando a pegada para os botões. Nada que um pouco de prática entrelaçando a saída com os dedos não resolva… se essa saída fosse para baixo seria muito melhor. Na parte mais superior temos o botão de liga/desliga que, posicionado como na foto, trava os botões do aparelho (muito útil pra ouvir música com ele no bolso de um casaco, por ex). Ao se manter o direcional pra cima ou pra baixo pressionado e acionar repetidamente o botão desligar (sem manter este pressionado), o Dingoo aumenta ou diminui o volume. Muito prático durante as partidas em qualquer lugar sem ter de ir no menu do emulador.


Reset mínimo e que exije algo pontudo para ser acionado pode ser problema se ele travar na rua…

Na lateral esquerda o que se vê é a entrada do microfone, por onde o Dingoo assume a função de gravador portátil, bastante abafado, e o botão reset. Esse buraco deve ter coisa de 1mm, sendo que das vezes que alguma rom travou ele e tive de resetar, em casa, tive de usar a ponta de um brinco para isso.

Por esse receio, sempre jogo os mesmos jogos quando estou na rua, os que já testei em casa e sei que não oferecerão problemas para rodar. Felizmente sou do tipo de jogador que pega um jogo e segue com ele até o final antes de mudar para outro. Vi, claro, alguns mods de Dingoo que inserem um botão no reset, mas neste caso ainda prefiro manter o original.


Os botões de ombro são pequenos, mas bem posicionados

Olhar os botões L e R de começo assustam. Eles são bastante firmes e estão praticamente no nível da carcaça do aparelho. Mas em uso eles funcionam surpreendemente bem. Pelo fato de serem firmes, você nunca fica na dúvida de ter pressionado ou não um botão. O “R” no tocador de música serve para pausar a faixa.


Em relação ao tamanho total, a tela de 320×240 pode ser considerada generosa

A tela é bastante brilhante, como de um monitor LCD, o que torna muito agradável jogar mesmo em ambientes claros. Nas fotos todas ela estava com ajuste de 50% de brilho. Por ter apenas 320×240, tudo fica muito nítido nela, tanto que é difícil capturar com exatidão a qualidade dela (mesmo acima há bastante perda de qualidade na captura).


Saída de som estéreo integrada

Embora disposta como um quebra galho, a saída de som do Dingoo faz o seu serviço. Verdade, sem muito alarde, mas pra jogar um Super Mario ela cumpre a obrigação sem torturar quem está por perto.

Além da saída de som, na parte inferior temos o slot MiniSD, a entrada mini USB (que está com o cabo B da Sony na foto acima, o cabo que vem com o controle DualShock 3) e a saída de TV que, como jamais havia visto antes, é um cabo similar ao do fone de ouvido com 3 pinos pretos no plug (como se vê nos celulares) e na outra ponta um AV estéreo, padrão, de 3 conectores RCA.

A bateria interna é um caso a parte a destacar. Consigo usar o Dingoo por cerca de 3 dias sem precisar recarregar. Isso parece pouco, mas ele passa o dia todo ligado tocando música e eu jogo e assisto video nele. O que faz com que o consumo de energia dele seja, pra bateria, bastante grande, mas ele aguenta bem. Adicionalmente, a recarga dela é mais veloz que a de alguns celulares. Em coisa de 40 minutos já tem carga suficiente para mais de um dia com folga, mesmo judiando do aparelho da manhã (7:20AM) até a noite (7PM, às vezes até mais).

Se recomendo? Pelo valor que paguei (162 reais com frete), ele faz tudo que nenhum celular dessa faixa de preço pode fazer com maestria. Naturalmente espero que ele melhore ainda mais quando usar o cartão de memória e Dingux, com mais emuladores, algum overclock (400Mhz no CPU) e outras melhorias.





7 comentários

Faça seu comentário! »

    Gostei, mas oq eu tenho medo é da bateria… pelo preço deve ser ruim, estraga rápido e pra achar outra igual?

    Comentário by Ricardo — 12 de agosto de 2011 @ 08:44 AM



    Pelo que vi ele tem bateria de íon lítio (como as de notebook) de 3.7V 2300mAh. Não senti perda de performance dela e nem sofri de aquecimento. Considerando o quanto uso, posso garantir que ela não é ruim. Se ainda assim ela for pro saco, é possível achar ela no Mercado Livre na faixa de 20 reais. 🙂

    Uma coisa a observar é que em muitos locais ele pode chegar a custar R$299, mas depois de procurar um pouco consegui este A-320 da (finada?) Dynacom aqui, com nota e tudo.

    Em breve farei uma postagem falando do software dele, em si, dos jogos, com vídeo… 😉

    Comentário by RobsonB — 13 de agosto de 2011 @ 06:53 AM



    Então, é padrão essas especificações, só que… já passei por isso, vc compra a bateria da China (por não encontrar o modelo original, escutou LG?) ela dura muito bem durante uns 3 meses e depois a ficar uma porcaria. =/

    Comentário by Ricardo — 15 de agosto de 2011 @ 19:15 PM



    Olha, pelos diversos reviews que vi em foruns, não vi casos (não reparei, ao menos) de ter problema com a bateria dele. Uso muito o meu e posso dizer que a única coisa que me decepciona nele é a parte de som. Sem fones, ele é um tanto abafado e não tem um grande volume; com fones a saída do plug incomoda bastante até se acostumar. No caso dos fones, é muito recomendável ter fones de ouvido bons se quiser ter qualidade sonora, em especial pra ouvir música e assistir vídeos (onde o suporte é impecável).

    Comentário by RobsonB — 16 de agosto de 2011 @ 05:18 AM



    Esse post convence qualquer um! O que me impressiona, segundo relatos (incluindo o seu) é a qualidade dos botões. Quando eu vir uma promoção, vou pegar um dingoo com certeza! Só achei mancada master essa entrada do fone na lateral, hein?

    Comentário by peron — 21 de agosto de 2011 @ 08:35 AM



    Esse era o meu maior receio, mas como tive acesso a um antes de comprar, comprei tranquilo.

    Comentário by RobsonB — 23 de agosto de 2011 @ 06:05 AM



    […] o Dingoo. O senhor console de bolso para quem curte jogos antigos. Ainda o uso bastante, nos próximos meses […]

    Pingback by Blog RobsonB » Fechamento de ano — 1 de janeiro de 2012 @ 11:31 AM



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