Sábado foi um dia corrido. O final de semana como um todo passou muito rápido. Porém valeu a pena, pois passei a tarde no TcheLinux. O evento foi organizado de modo a não conflitar o conteúdo e atender todos os gostos. Ocorrendo em 3 salas simultâneas, as 18 palestras não se limitaram ao uso do sistema operacional do pinguim. O que assistir ia da vontade de cada um.
Eu gostei muito das escolhas que fiz, com menção honrosa para a palestra de Scrum (Mentalmente Ágil) que foi apresentada de forma muito didática pelo Felipe “Plets” dos Santos, abordando o manifesto ágil, com as principais metodologias utilizadas atualmente e fatores que levam um projeto de desenvolvimento de software ágil ao sucesso. Entre as dicas para buscar e promover a mentalidade ágil em um time, a organização adequada dentro do princípio ágil, locais para buscar conhecimento e as principais certificações ágeis. O conteúdo é composto por estudos e experiências do palestrante em sua trajetória profissionale atual ocupação como desenvolvedor de software na SAP Labs Latin America em São Leopoldo.
A outra palestra que prendeu minha atenção foi a mais longa das apresentadas. Foram duas horas assistindo Gustavo Ciello (entusiasta de software livre e formado na FTec de Bento em Análise e Desenvolvimento de Sistemas) no Workshop de desenvolvimento de aplicações para Android. Atendendo todos os níveis de usuários, este workshop apresentou às pessoas que querem iniciar ou apenas tem curiosidade sobre o desenvolvimento de Apps para o sistema operacional móvel do Google, a plataforma Android. No decorrer da palestra Ciello apresentou as várias versões de Android encontradas hoje no mercado, as diferenças entre elas, todo o processo de desenvolvimento, desde a ideia até a sua publicação no Android Market. Como sou um usuário novato do Android, foi extremamente proveitoso o tempo usado. Tirei minhas dúvidas e fiquei muito feliz com minha escolha de celular. Isso e a certeza de que tenho um longo caminho a percorrer para modificar o sistema do meu aparelho.
Como jogador, foi interessante ver a PlayOnLinux – Rodando Jogos de Windows em Plataforma Aberta, mas já mais por curiosidade que interesse real em si. Tem mais de ano que não jogo efetivamente no meu computador, isso desde a compra do PS3 e, mais recentemente, do Dingoo. Foi válida por ver o progresso do Linux nessa área limitada pelas empresas de jogos, que ainda não fomentam o uso do Linux para jogar como ocorre com o Windows. O sistema operacional do Tux, em especial para aqueles que apreciam abandonware, está claramente melhor que as versões mais recentes do ®Windows. A retrocompatibilidade reduzida da própria Microsoft torna a discrepância entre o uso de Wine + PlayOnLinux e a versão mais recente do sistema operacional de Redmond com programas antigos (não somente jogos) ainda maior, mais favorável ao pinguim devidamente equipado. Henrique Sant’anna fez um ótimo apanhado geral e destacou suas experiências pessoais no uso, com alguns casos.
No ano que vem estarei presente, talvez até preparando alguma palestra sobre o uso de programas gráficos gratuitos, seja no Linux ou no Windows.