30 de junho de 2011

O que ver, o que não ver: Carros 2

cinema

Tinha uma vida que não íamos no cinema, então encaramos o frio, o cansaço e partimos ver o novíssimo Carros 2 da Pixar. O filme foi bastante criticado por aí, recebeu avaliações ruins, de ser sem sal e só se manter pela ação.

Carros2
Muitos cenários, nomes alterados, porém Mônaco, Londres e Tóquio são fáceis de reconhecer!

Mas na prática não o vi assim. Achei o segundo melhor que o primeiro, com o Relâmpago já estabelecido, campeão de todas as Copas Pistão (exceto pela do primeiro Carros), o filme mostra o avanço de consciência e as diferenças de Mate. O guincho é, de fato, a estrela do filme, numa inversão de papéis, o veloz carro vermelho é apenas um coadjuvante, servindo de apoio para a história…

Carros-2-novos-personagens-size-598

A Pixar fez um excelente trabalho de renderização, modelagem e, como sempre, de iluminação. Este item, a iluminação, por sinal, é o que faz toda a diferença, mostrando com realce todos os detalhes, de cenários ricos. Os amantes de carros (como eu), irão passar boa parte do filme reparando nos modelos, do Honda Act Z 1970, professor vilão, os vários esportivos protótipos de Le Mans. os carros nas ruas, em especial no começo do filme, no Japão. O volume de carros nas cenas não tem aquele efeito “pessoas em forma de carro” que se tinha no primeiro filme, sendo que fora dos personagens do eixo principal e secundários de cenas, você talvez nem mesmo perceba bocas e olhos. Em muitas cenas, aliás, eles aparecem “de costas”, deixando a sua percepção como de estar vendo somente um objeto.

carros2-1
Esta cena não aparece durante o filme… :P

Carros 2 tem muita ação, é verdade, mas foi bem montado, deixando para trás muito filme do gênero. Tem boas sacadas, como o programa “Sobrevivi a um desafio japonês” no voo, o estilo James Bondiano de espionagem recheada de dispositivos, câmeras e lasers… muito provavelmente as duas maiores queixas são, se você assistiu Bolt, achará que o filme segue o caminho inverso do roteiro, mas o mesmo sentido de mensagem e, na parte final, salvo se for uma renderização extremamente perfeita, a mesclagem de cenas não geradas em computador, mas sim filmadas, de Londres, com os carros sobrepostos na imagem, o que gera algum choque com o visual do filme como um todo e que me incomodou de olhar.

Em resumo, é sim de final previsível, surpreende tanto como qualquer filme que tem foco na ação e um mocinho inocente, como Mate, porém nem por isso o filme é ruim. Aos que assistiram algum curta do Mate contando suas histórias no canal da Disney, com ele sempre envolvendo o McQueen na trama e salvando o seu melhor amigo, diria que é bem claro como o segundo filme pega este gancho e parte para uma história mais longa, sempre andando em cima deste trilho, que foge do primeiro Carros.

– Aventura/Ação, Animação
Marcado como = Do começo ao fim, segue sem supreender ou inovar, mas ainda assim vale a pena assistir!

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O gato preto

DSC09545

Dizem que se um gato preto cruzar o seu caminho, você terá azar… se isso fosse verdade, eu seria mais azarado que o pato Donald, porém meu gato mais velho é esse belo SRD (Sem Raça Definida) chamado Eekaros (lê-se “ícaros”, eu que gosto de dar nomes pouco comuns aos meus bichinhos).

Eek (“íque”) se destaca pelos seus dentes grandes sempre pra fora da boca (os de baixo também são grandes, mas não aparecem assim como se percebe na foto)… meu gato preto gordo não me dá azar, de forma alguma, no máximo me dá despesas………

Eek já apareceu no blog em um jogo, onde devia impedir ele de escapar.

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27 de junho de 2011

Carros que faltaram no Gran Turismo – 002

Continuando a postagem anterior, carros que senti falta no Gran Turismo 5 e seus badalados 1000+ carros. A começar, quem correr os endurances, na etapa final, após correr Le Mans com algum LMP1 (ou equivalente), passará para Nürburgring 24h. Acontece que a prova real de Nür é toda praticada com carros da GT3 ou da classe LMR (que são os GT2 e GT3 que correm em Le Mans duas semanas antes). E nesse segmento o jogo ficou fraquíssimo. Mesmo marcas clássicas como a Ferrari, Lamborghini ou BMW estão depenadas nesse sentido, sendo que a BMW é a que está mais abaixo da média de suas contrapartes da vida real em todos os seus modelos, com ressalva para o modelo LMR e McLaren GTR.

Mercedes SLS AMG GT3

Mercedes Benz SLS AMG GT3

Vamos e convenhamos, diria o poeta. O carro está na capa do jogo, em sua versão road, você ganha uma por completar com ouro a série da escola AMG, e então a versão GT3 não está no pacote?!

Mercedes Benz SLS AMG GT3

E veja, nem seria tão impossível incluir ela na versão Premium, já que a maior parte do carro está ali mesmo, além da versão GT3 quase fazer muito mais falta que a versão de estrada, normal, da SLS.

Mercedes Benz SLS AMG GT3

 

Lamborghini Gallardo GT3

FIA GT test days Monza

Caso similar ao da SLS, o carro está presente no jogo em versão Premium, há prova exclusiva para o modelo, mas a versão GT3 que seria muito mais necessária nas etapas finais não está no jogo. A Gallardo é um dos meus modelos favoritos, por sinal, mas ela simplesmente não consegue acompanhar o ritmo dos demais carros nas provas finais, onde certamente seria o espaço preenchido pela versão GT3 dela. Fácil que este seria um dos meus carros mais usados (a Gallardo normal já é).

Team Modena Lamborghini Gallardo GT3-L

 

SSC Ultimate Aero

2008 SSC Ultimate Aero

Carro bobo, porque deveria estar no jogo se já temos Saleen S7 e Bugatti Veyron?! Bom, quem sabe porque o SSC é “só” o carro de produção mais rápido do mundo com seus 414km/h. Única ressalva é que tanto o S7 (que é um senhor carro, vide GT4), quanto o Veyron ficaram horríveis no jogo. O Bugatti, aliás, não sei, mas o S7 tem algo muito errado com ele… não condiz com tudo que se vê do carro fora do jogo. Nesse passo, quem sabe tenha até sido melhor o SSC não ter aparecido nesta versão… mas fez falta no campeonato dos super carros, sem dúvida!

2008 SSC Ultimate Aero

 

Morgan Aero 8 GT3

Morgan Aero 8 GT3

Empresa quase desconhecida, carro rápido. Sem dúvida, merecia aparecer em GT5, aparte da babação sobre a Ferrari. Este carro em questão tem um estilo clássico muito elegante, eu sinceramente queria muito correr com ele no GT5.

Morgan Aero 8 GT3

Semana que vem, mais carros que faltaram no Gran Turismo 5!

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21 de junho de 2011

Donkey Kong Country Returns, Wii

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Quantos jogos te motivam a comprar um console? Eu, não é segredo, comprei o PS3 com o intuito de jogar Gran Turismo 5 (que não é nada discreto aqui no blog) e estou plenamente satisfeito com minha escolha. Mas também sou old-school, passei muitas tardes jogando Donkey Kong Country (DKC) 1, 2 e 3, sem deixar de mencionar que o 2º foi o melhor ao seu tempo, mas tem 3 dias que não saio da loja XY Games (quando tenho tempo de ir lá) para jogar alguns minutos no Wii este jogo.

donkey_kong_country_returns_006
Passei esta fase, tem um túnel violento no finalzinho

Muito difícil, mais que qualquer um dos antecessores, Donkey Kong Country 4 como é apelidado o Returns é, de longe, perfeito para quem jogou os outros da série. Quase um título obrigatório do Wii, eu arrisco. O controle (navigator + plus) tem comandos intuitivos, cenário riquíssimo de detalhes e inimigos carismáticos, como se via nos dois primeiros títulos da série.

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Sem os crocodilos e o King K. Rool, a nova história se sai tão bem quanto os primeiros títulos da série ou até melhor.

É notável como os detalhes foram trabalhados ao extremo, como quando se plana perto da água e ela cria ondas pelo deslocamento de ar, a poeira, luzes, o efeito da água, ondas (em uma fase que tem que se proteger delas durante uma tempestade)…

O seu estilo é similar ao do primeiro DKC (SNES), de fases rolando até o final. Mas é assustadoramente viciante. Eu mesmo nunca fui lá muito fã do Wii, nada que me motivasse a ter um, porém, se acabar esbarrando em mais títulos como este, certamente me interessarei mais pelo console da Nintendo. Com o Wii U batendo na porta, próxima geração nascendo, irei ficar de olho no que vem adiante para os jogos e a Big N.

Se puder jogar DKC Returns, não tenha receio, jogue. Será sensacional, garanto. Só não espere moleza.

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Outro cliente satisfeito!

Ou, no caso, uma cliente! :) Feliz com a minha edição sobre a arte dela e o produto final.

Daqui em diante irei pedir aos amigos que fizerem serviços de foto produto (caneca, mousepad…) para que me enviem fotos suas com ele pronto, do mesmo modo que a Renata nestas fotos e o Álvaro já fizeram. Quer fazer sua caneca com arte do RobsonB?! Mande email pro robsonb@robsonb.com.br!!

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19 de junho de 2011

Carros que faltaram no Gran Turismo – 001

O jogo é enorme, tem muita coisa legal, mas é notável que fora dos números, faltaram carros. Há a ausência justificada da Porsche (contrato exclusivo com a Microsoft), que fez muita falta, especialmente em 24h de Le Mans com seus GT2 e alguns outros clássicos de várias Eras. Mas esta série de tópicos vão ir fluindo conforme eu me recordar, sempre em grupos de carros (quando for possível).

Audi R15 e R18

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Não, não é do jogo… embora pareça… e correndo em Le Mans

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Audi R15 foi o campeão de Le Mans em 2010

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E este é o R18, com leds por todo lado, muito similar a F1 com a asa central indo até a cauda

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O número #2 ganhou a prova de Le Mans de 2011 por menos de 14 segundos!!

É lastimável ter R8 e R10, mas não ter ao menos o R15 ou mesmo ambos, R15 e R18… em se tratando de La Sarthe a Audi perdeu a prova de 24h de Le Mans apenas 2x em 10 anos, em 2003 pro Bentley Speed 8 e em em 2009 para o Peugeot 908 HDi FAP (ambos presentes no GT5).

Dizer que o R18 venceu por uma miséria de tempo é besteira, pois ele parou 2x a mais no pit que o segundo colocado, um Peugeot 908 (não HDi).

Volkswagen Scirocco

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Se atente ao desenho na lateral e não se engane, é Nürburgring 24h, meu próximo desafio no GT5. a Volkswagen em si tá bem maltratada no jogo, tendo apenas Golf e Kombi como destaque, além de dois modelos da segunda guerra. Os demais super carros da Alemã estão de lado, como Standard, ou nem estão, como é o caso do Scirocco. Ele aparece em jogos, porém, em Blur. Faltou carros Premium da VW, o Nardo e o Fusca são dois que posso destacar com alguma facilidade.

Lamborghini Diablo

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Como não aparece? Bom, de fato ela dá as caras, existe ao menos uma Diablo em GT5, mas do JGTC. É incrível como destacaram tão bem a Miura e abafaram a que eu acredito que seja a Lamborghini mais importante e reconhecida da história. Tão logo após a Contach (que é standard, num gesto impensável do jogo), a Diablo é certamente a mais icônica, mas ela sequer dá as caras, tirando, claro, aquela única versão totalmente modificada com a aparência dela. A pergunta que ficou na minha cabeça foi, se tinham a casca dela do JGTC, custava pegar por cima daquele modelo e criar ela standard que fosse?!

Lamborghini Reventón

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A mais exclusiva das Lamborghinis. Linda de todos os lados, extremamente possante, capaz de atingir 100km/h em 1,8s, digna de bater a Murciélago ou a Gallardo, dar de frente com a Ferrari Enzo e 458 Itália e de vencer o campeonato de super carros. Isso se ela estivesse no jogo. Não está…

Conclusão

Com a breve excessão do VW Scirocco, todos os demais que não figuram no jogo podem dar as caras em algum DLC de pacote adicional de carros que possa vir a ser lançado. Merecem estar no jogo, ser jogados e, é claro, ser Premium.

Há, ainda, alguns casos que não fazem o menor sentido, como o caso de haver um carro premium e, uma variante melhor ser standard. Dos que eu recordo nessa situação e que não tem sentido algum de ser deste jeito é a BMW McLaren F1 GTR LM:

EXTREME - GRAN TURISMO ALL STARS
Imagem dela do GT4… este é um dos poucos carros que ainda não consegui pegar em GT5

Se existe a F1 ‘94 normal e a GTR LM é incrível, porque não está premium também?! Faltou o interior do carro, só?!?!?! Antes das 24h de Le Mans, ela era uma das nossas opções (que acabou caindo em favor do Audi R10).

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17 de junho de 2011

Fim de semana sem corridas

Dando um tempo pra recuperar as energias dos endurances de GT5, vou passear com a esposa:

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Só espero não perder a bicicleta no caminho…

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13 de junho de 2011

Amostra de Le Mans

Dando continuidade para a segunda etapa de Le Mans no final de semana, deixo uma amostra acima do que deve ser enviado e documentado nesta semana… são 30s das 24h de Le Mans em stop motion capturado com a W55. Dá pra perceber o quanto choveu na prova, não?

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10 de junho de 2011

24 horas de Le Mans 2011 – etapas 1 e 2

Final de semana passado foi legal e este promete. Do sábado a tarde até o domingo (04-05/06) a tarde tivemos, o Guto e eu, a maratona de Le Mans no Gran Turismo 5. O último minuto da prova você vê no víde acima. Este final de semana (dias 11 e 12) estará acontecendo a prova de verdade das 24 horas de Le Mans. E, em paralelo a ela estaremos na nossa segunda etapa (das quatro que planejamos), com as 24 horas de Le Mans no circuito de La Sarthe do GT5, segunda etapa, no meu PS3. Ou seja, quando estivermos correndo no meu, será paralelo a prova real.

Jogando a simulação: regras

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A fim de tornar a simulação ainda mais divertida estamos seguindo os moldes originais de Le Mans. Embora inicialmente não tivesse tantas regras sobre a condução, até os anos 80 a corrida era feita com apenas 2 pilotos. Hoje as equipes são de 3. E só iremos passar as chaves (o controle) durante a parada de pit-stop, enquanto o carro é reabastecido (o que é permitido nos regulamentos de Le Mans). O jogo transcorre praticamente sem pause (somente janta e almoço, do contrário nossas esposas nos matam).

Respeitando o regulamento como pilotos, não podemos guiar mais do que quatro horas consecutivas, e um de nós não poderá correr mais do que 14 horas no total. Tanto neste sábado quanto no anterior, a corrida começa às 15 horas, respeitando o padrão da corrida. Infelizmente o sincronismo fica um pouco errático porque lá é verão e nós estamos no inverno. A corrida anoitece depois e amanhece antes na tela. Mas ainda assim é melhor sincronizar nosso tempo com o do jogo. Quando for madrugada no jogo, aqui também será, a noite a corrida será a noite, de dia será de dia.

A primeira etapa

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Começa assim, olhar sério, concentração total, nem vi tirar essa foto…

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… depois de algumas horas o resultado é esse. Baterias a 50% e diminuindo…

Correndo com o Audi R10 do Guto, foi uma corrida dura. Começou chovendo, isso durou até o entardecer. A noite a pista deixou o carro com comportamento muito estranho, enquanto que o segundo lugar, piloto A. Zhu, num C60 Courage Hybrid baixou durante a noite a média de 3m40s pra 3m30s (e permeneceu o restante da corrida com essa média), lutávamos para manter o carro a 3m25s. Depois de 12 horas de prova os dois Vipers, seguido pelos demais carros, começaram a correr no meio da pista e, com a nossa aproximação eles simplesmente jogavam o carro pra cima.

DSCN2564
…e o Guto pensou que iria escapar… teria mais fotos se eu soubesse APERTAR o disparador com vontade
(essa foto já era a coisa de 16 horas de corrida já, deste ponto pra frente o cansaço foi o algoz)

As primeiras 12 horas nos permitiu abrir apenas 5 voltas sobre A. Zhu e 6 voltas sobre o terceiro colocado (um Bentley EXP Speed 8). O R10 que começou a prova com 703PP terminou em 693PP, com o marcador de óleo aceso.

Tive os dois momentos mais críticos da prova, já na manhã seguinte. O primeiro quando a BMW no traçado conseguiu se livrar de mim e não consegui ultrapassar ela nas duas chicanas juntas (que por sinal fazem parte das provas com o Skyline na carteira). O segundo foi um Viper que bateu no meu carro, me fazendo rodar e, quando o carro parecia sair do giro, essa mesma BMW deu uma segunda batida com toda velocidade na traseira do meu carro. O resultado foi alucinantemente rodoscópico. Jamais pensei que um carro pudesse girar tão rápido sobre si mesmo, fazendo zerinhos sem sair do lugar. Consegui também a volta mais baixa, com 3m14.347s.

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Na madrugada mesmo… esse ponto as luzes da pista se apagam, os fogos param, o silêncio impera…

A alegria do tempo bom no amanhecer durou pouco, tão logo o sol parou de bater na cara (como aconteceu no entardecer), a chuva voltou. Foi assustador perder 2 voltas pro A. Zhu, que mantinha os mesmos 3m30s de média com chuva enquanto que eu troquei de pneus por de chuva, aumentando em 50s meu tempo, seguido duas voltas depois pelo intermediário e, mais duas voltas depois pelo de corrida macio. Estranhamente o carro conseguia manter os mesmos 3m30s na chuva com pneu macio. Porém, na chuva o pneu não esquentava de maneira alguma, o que dificultava as retomadas e frenagens, até eu ter a ideia de fazer como na F1, zigue-zagueando nas retas de leve pra forçar o aquecimento… deu resultado.

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Amanhecer em La Sarthe, demora 2 horas nesse passo entre o céu clarear e o sol sair…

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Hora de sol, ainda tímido, hora de pista um pouco molhada…

Nas últimas 4 horas de prova, pra relaxar, parou de chover e a pista estava ótima, com o ritmo dos demais caindo… fizemos mais voltas neles nessas horas que nas 20 anteriores quase. No vídeo narrei alguns destes fatos, com uma voz acabada. Felizmente nem o Guto e nem eu aparecemos no vídeo, pois segundo relatos, parecíamos zumbis……

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Flagra do Viper no meio da pista jogando pra cima do nosso Audi R10

Lembranças da primeira etapa

Ficam para registro o estado deplorável que o carro ficou após 24 horas de corrida:

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Detalhe pro amassão na esquerda, resultado de uma das muitas porradas que levamos na prova

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O carro terminou a prova parecendo uma McLaren da F1, como bem observou o Guto

Pena que na garagem ele não fique assim… amassado.

A Segunda etapa

Mazda55b paulo cunha
Le Mans, 1991, Mazda 787B nº55 vencedor… 20 anos depois, estou guiando essa máquina no Gran Turismo!

No meu PS3 a corrida será comemorativa. Em 2011 a Mazda comemora o 20º aniversário da vitória em Le Mans com seu motor rotativo. Foi a última prova do 787B e de uma luta que durou mais de uma década e meia aperfeiçoando o carro. Infelizmente após a vitória o motor rotativo foi banido pelo regulamento e o 787B só fará, este ano, uma apresentação histórica. Pela primeira vez desde 1991 ele estará correndo em Le Mans, mas não competindo. Bom, não lá, pois aqui ele será nosso carro por 24 horas consecutivas. Já o deixei preparado na semana passada ainda.

A foto acima é real, de 1991, do Paulo Cunha nos comentários do Le Mans Portugal.

E naturalmente na próxima semana teremos um novo vídeo do final de mais esta etapa, um vídeo especial que estamos bolando para levar a vocês a sensação de passar 24 horas correndo, sem pausa…

Estratégia vitoriosa

Optamos por fazer um pit sem reabastecer, só pra trocar o pneu a cada 6 voltas e, nas 6 seguintes encher o tanque todo. Perigamos ficar sem combustível 2 vezes nessa, cada. Eu mesmo entrei no pit com o carro só no embalo… mas a estratégia se provou vencedora, na primeira parada perdiamos coisa de 35s sobre o tempo total, mas como tinhamos pneus melhores conseguiamos forçar um ritmo maior que o dos rivais. Como o IA estava guiando rápido e a máquina jogando os retardatários por cima, tiravamos a média dos dois pits na pista e abriamos volta quando o A. Zhu ia reabastecer. Por 20 horas foi isso que aconteceu…

As duas próximas (e últimas) etapas de 24 horas

Faltarão ainda duas corridas de 24 horas, a próxima etapa só acontecerá duas semanas depois, juntamente com a prova real de Nurbürgring, o chamado “Inferno Verde”. O maior problema para estas etapas está em conseguir um bom carro, que seja confortável. O Audi R10 em Le Mans não era o mais rápido, mas era consistênte e confortável. A confiabilidade de direção do carro superou o fato dos oponentes serem mais possantes, com velocidade final e aceleração maiores. Em Nur temos de achar um carro assim, mas que se sobressaia nas 3 seções de alta velocidade.

Levei 1 semana pra escrever isso…

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