

A raposa de fogo simplesmente tá decaindo. Eu ainda uso o Firefox, ontem mesmo recebi um update pra 3.6.16 enquanto já rolava no ar a versão 4 e eu nem sabia. Baixei ela hoje. Me surpreendi. Nem sabia que estava no ar a versão 4 final.
As frases estão curtas intencionalmente. já postei muito sobre o Firefox aqui no blog, sempre fui defensor do navegador e por algum tempo me esmerei em falar sobre ele para abrir caminho para outras pessoas. Algumas converti para usar ele. O apelo sempre foi nas extensões. De fato, a última postagem antes desta foi justamente sobre o mock-up do navegador da Mozilla que apontava como seria o FF4. Lamentável foi ver que algumas das melhores ideias, como a do loading abaixo do URL não foram implementadas. Se você navega muito e tem o hábito de voltar várias páginas, não pode retornar em um click mais, tendo de voltar uma a uma… é esquisito, pra não dizer outra coisa.
Este é o novo Firefox 4
Na página de features do navegador (em inglês) você encontra:

Fácil de navegar
A mesma barra de busca da versão anterior, em que se digita e ela filtra o histórico e a nova interface que é a cara do Google Chrome. Não satisfeitos, copiaram o Office e agora o Firefox tem um botão Firefox, que tem dentro dele tudo que os menus tinham antes.
Como isso torna mais difícil o acesso aos bookmarks, foi acrescentado um botão
que abre a lista de favoritos que você salva, dando acesso direto aos itens.
O botão de recarregar, ir e parar estão aglutinados no mesmo espaço, como no Internet Explorer… e o botão home foi parar perto dos outros botões, no lado direito da tela.
E é claro que mexeram nas abas de forma interessante. A primeira, coisa é o “fixar” aba, tal qual no Windows 7, você pode clicar sobre uma aba (como se fosse um programa aberto) e “fixar” ela ali, Muito prático para aqueles sites que você mantem aberto direto, como email ou rede social. Quando fixado, eles se tornam apenas ícones no canto esquerdo. Ao estar digitando um endereço de uma aba que está aberta, ao invés de abrir outra aba o navegador te direciona pra aba aberta e, pra quem sentia falta do botão do IE que permitia ver miniaturas das janelas abertas, este ícone
faz exatamente isso. Ao clicar nele (pra adicionar tem que personalizar o navegador, botão direito sobre o cabeçalho) uma página muito parecida com a do IE (ou o dial do Opera) aparece com todas as abas abertas.
De extra, além do pacote de guardar senhas, permitir buscas em diversos buscadores em um clique, ver sugestões, restaurador de sessão e correção de escrita, há o Sync. Sync antes era um plugin muito útil, chamado Read it later, que permite que você mantenha seus dados de navegação (favoritos) atualizados em diferentes locais. Se você tem dois ou mais computadores, ou se usa um smartphone que roda Firefox 4, agora ele leva pra você não apenas as páginas navegadas, mas também senhas e dados de formulário, de um para outro. Mais que isso, ele permite que você comece lendo uma aba no navegador, Sync com o telefone e continue lendo de onde parou…
E agora há tags para marcar os sites. Se você entra no meu blog e deixa ele com a tag “blog”, depois entra em outro blog e faz o mesmo, ao fazer a pesquisa por “blog”, ambos aparecem nas respostas. Isso parece inútil, mas você pode colocar várias tags… então, o blog do RobsonB você pode deixar com tags como “blog, games, informática, design”… ao pesquisar qualquer uma dessas palavras em busca do que fazer, o meu blog entra na lista.
![barra_interna[1] barra_interna[1]](http://blog.robsonb.com.br/rbimg10/Firefox-4_A864/barra_interna1.jpg)

Alta performance
De bacana apenas a aceleração via hardware para 3D (WebGL) e a renderização de imagens. Mas é notável que este não é o ponto de destaque desta versão. Pra começar, os testes do Firefox 4 foram contra o Firefox 3.6. E em segundo, porque há um texto falando sobre “performance do mundo real”, em que há uma defesa citando que itens como a barra do URL “inteligente” valem mais que alguns ms de resposta na abertura de uma aba e, no fim das contas, é o que dá velocidade ao usuário, de verdade.
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Seguro
O mesmo de sempre… controle dos pais, navegação privada, atualizações automáticas, anti-phishing, integração com anti-vírus, anti-track de sites (cookies que armazenam sua navegação), eliminar histórico recente (CTRL + SHIFT + DEL) em horas e um novo, “esqueça este site”, muito útil se você anda fazendo coisas erradas, acho…
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Super personalizável
Agora ao invés de abrir uma janela com o gerenciador de add-ons, ele abre uma aba. De resto, o mesmo e o que é mais importante, ter extensões que agregam novas funções, personalizar os menus e “vestir” seu firefox com um fundo personalizado.
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A borda da tecnologia
Aqui é onde o navegador mudou “mais”… ele tem suporte ao HTML5 e CSS3, um novo motor de renderização de imagens, indexedDB, WebM e HDVideo (direto no navegador), nova API para upload de imagens (para desenvolvedores), suporte a multi-touch e webConsole, uma ferramenta de análise experimental.
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Acesso Universal
Suporte a novas fontes (até que enfim), traduções no seu idioma, renderização RtL melhorada (para árabes) e as centenas de buscadores diferentes, regionalizados. E, claro, como inclui uma ferramenta de zoom e minimizou os botões (em número), se tornou “mais acessível”…
O que eu achei?
Não resolve a questão de extensões “antigas” serem eliminadas. O boom desse recurso foi na versão 2.0, mas não acho que algum desenvolvedor queira retrabalhar suas extensões a cada atualização. Pior que isso, desenvolvedores que criem 4~10 extensões, terão 4~10x mais trabalho em algo que funcionava.
A maior parte das novidades não são novas, foram copiadas na cara dura dos concorrentes, até o layout. Os primeiros 2 minutos nele é confuso, você perde todo o instinto de onde as coisas estavam. De útil somente o Sync e o recurso de fixar abas. O Sync, por sinal, é uma cópia de uma extensão, mas sem o recurso de escolhar o que quer compartilhar do que não quer. Não me sinto seguro em usar um recurso via internet que leva tudo que faço no navegador pra qualquer lugar.
O botão voltar regrediu ao tirar duas coisas importantes: a primeira é o menu que permitia saltar várias abas (tanto para frente, quanto para trás) sem ter de passar uma a uma; a segunda é o indicador colorido (azul no Vista e 7 e verde no XP) se há abas para voltar/avançar. Ficou muito discreto, tanto que você não sabe se há mais abas adiante ou não se não olhar diretamente para os botões.
A sensação é que o Firefox 4 é um Frankstein de navegadores, com recursos da raposa, funções do IE7 e aparência do Chrome… acredito que a única coisa que mantem o projeto de pé é o fato de usar extensões. Acredito também que o Chrome passe ele, especialmente agora que a Mozilla indiretamente assumiu que o layout do navegador do Google é melhor…
Se fosse classificar em uma frase, seria “fim de linha”.